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Rio e Buenos Aires comemoram Dia do Fair Play com troca de homenagens

Agência Brasil

Publicação: 11/06/2014 07:17 Atualização: 11/06/2014 08:51

Famoso Obelisco da capital argentina ganha as cores do Brasil, e o Cristo Redentor, as do país vizinho (AFP Photo/Alejandro Pagni/Yasuyoshi Chiba)
Famoso Obelisco da capital argentina ganha as cores do Brasil, e o Cristo Redentor, as do país vizinho
Faltando dois dias para o início da Copa, o Brasil e a Argentina celebraram o Dia do Fair Play (ou dia do espírito esportivo) com um gesto simbólico: iluminaram dois monumentos emblemáticos, do Rio de Janeiro e de Buenos Aires, com as cores do pais vizinho e principal rival no futebol. Durante duas horas, na noite dessa terça-feira (10), o Cristo Redentor vestiu a bandeira argentina, azul e branca, enquanto o Obelisco brilhou de verde e amarelo.

No terraço do Hotel Panamericano, com vista para a movimentada Avenida Nove de Julho, no centro de Buenos Aires, autoridades brasileiras e argentinas comemoraram a iniciativa. “Acho que o Brasil e a Argentina estão dando um exemplo mundial, especialmente no momento em que há uma Copa do Mundo ocorrendo na América Latina, em meio a muitos questionamentos e com muita gente incentivando o fracasso ou estimulando a polêmica”, disse o secretário de Estado de Turismo do Rio, Claudio Magnavita. “Estamos dando um exemplo de paz e mostrando que, mais que rivais, somos irmãos”.

A Argentina é o terceiro país que mais entradas comprou para a Copa, depois do Brasil e dos Estados Unidos. Na avenida, muitos argentinos passaram pelo Obelisco, mas poucos perceberam que o monumento exibia as cores brasileiras. “A iluminação está bonita, mas não percebi que era uma homenagem ao Brasil”, disse o estudante Carlos Montevecchia, antes de subir no ônibus. Ao ser informado sobre o evento, comentou. “É uma boa ideia mas... na hora do jogo vou torcer pela Argentina”.

Em volta do Obelisco, representantes das favelas de Buenos Aires montaram um acampamento há 52 dias. Os manifestantes estão pedindo obras de infraestrutura nas comunidades mais pobres da capital e melhores hospitais. “Vemos que o povo no Brasil também está pedindo mais saúde e educação. Acho que estamos em sintonia”, disse Aurelia Cabrera. Grande parte dos favelados na Argentina veio dos países vizinhos. Aurelia é boliviana, mas os filhos nasceram em Buenos Aires. “Vou torcer pela Argentina”, disse.
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