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Organização da Copa cobra plano B contra greve no metrô em São Paulo Após uma segunda-feira de demissões e de confronto com PMs, metroviários de São Paulo decidem suspender a paralisação até a quarta-feira, um dia antes da abertura do torneio. Organizadora do Mundial está preocupada com o acesso ao Itaquerão

Publicação: 10/06/2014 09:48 Atualização:

Votação do sindicato dos metroviários em que foi definida a suspensão da greve por um dia (REUTERS/Chico Ferreira)
Votação do sindicato dos metroviários em que foi definida a suspensão da greve por um dia

No sexto dia de paralisação dos metroviários, marcado por novos confrontos entre a Polícia Militar e os grevistas, o governo de São Paulo demitiu 42 funcionários, aumentando a pressão sobre a categoria, que, na noite de ontem, decidiu dar uma trégua até a véspera da abertura da Copa do Mundo. Amanhã, em assembleia, os funcionários do metrô discutirão a continuidade da greve, e tanto a Fifa quanto o governo local estão em alerta.

Os problemas de transporte na cidade desde quarta-feira da semana passada, quando mais da metade das estações ficaram fechadas, levaram o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, a admitir preocupação com a mobilidade da cidade, que sediará o primeiro jogo da Copa, entre Brasil e Croácia, na quinta-feira. “Não existe plano B sobre transporte para o Itaquerão no dia da abertura. Apostamos no transporte público, e essa questão tem que ser resolvida”, criticou o secretário, ontem.

O alerta de Valcke contraria a declaração do coordenador de Relações Institucionais da Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Roberto Arantes, que afirmou que o governo estadual tem alternativas caso a greve se estenda até a abertura da Copa do Mundo. Ele, porém, não quis antecipar a estratégia, destacando apenas a possibilidade de um reforço no transporte sobre rodas. Embora 50 das 65 estações de metrô, incluindo as seis administradas pela iniciativa privada, já estivessem funcionando na noite de ontem, uma reunião entre metroviários e governo terminou sem acordo. A categoria quer a reintegração dos demitidos como condição para retornarem ao trabalho, exigência rechaçada pelo governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), que descartou anular as demissões.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: FRANCISCO SOUZA
Correta a atitude do Governador de São Paulo.. Esses vândalos manipulados pelos sindicatos acabaram pagando o pato. | Denuncie |

Autor: Edson Luiz
Tem que fazer greve mesmo, tem que readmitir os funcionários, um país como Brasil que pode isentar a FIFA de pagamentos de impostos tem condições de reajustar o salário. FORA ESSE CORJA DE LADRÃO CHAMADO PT. Acabando com o Brasil aos poucos. | Denuncie |

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