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Justiça decreta preventiva para linchadores do Guarujá

Agência Estado

Publicação: 06/06/2014 19:01 Atualização:

Guarujá, 06 - O juiz da 1ª Vara Criminal de Guarujá (SP), Leonardo Grecco, acatou o pedido do Ministério Público e da Polícia Civil e decretou a prisão preventiva dos cinco homens acusados de participação ativa no linchamento da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, morta no último dia 5 de maio, após ser violentamente espancada por dezenas de moradores da comunidade de Morrinhos, onde morava.

Desta forma, Valmir Barbosa, Lucas Rogério Fabrício Lopes, Carlos Alex Oliveira de Jesus, Abel Vieira Batalha Júnior e Jair Batista dos Santos, que foram reconhecidos nas imagens feitas pelos celulares dos próprios moradores como os protagonistas da ação criminosa, vão continuar detidos na cadeia anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá.

Os cinco acusados foram denunciados por homicídio triplamente qualificado e, se forem condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão. A morte da dona de casa chocou o País. Ela foi agredida pelos moradores do bairro onde morava, ao ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças, que teve o seu retrato falado postado em uma página do Facebook.

De acordo com a página denominada "Guarujá Alerta", as crianças estariam sendo sequestradas para rituais de magia negra. O fato vinha intrigando a população, mas até o dia do crime a polícia não havia recebido nem uma denúncia de sequestro em toda a região. Quando voltava pra casa, na tarde do dia 3 de maio, um sábado, depois de ter ido à igreja buscar uma bíblia que havia esquecido, Fabiane foi detida por populares que gritavam "é ela, é ela, a sequestradora de crianças".

Neste momento, ela já começou a ser espancada e arrastada pela multidão, até seu corpo ser lançado no mangue. Resgatada por policiais militares, a dona de casa foi encaminhada ao Hospital Santo Amaro, onde foi a óbito dois dias depois, vítima de traumatismo craniano, entre outros ferimentos.

Logo após o enterro de Fabiane, a Polícia Civil de Guarujá determinou uma verdadeira caça aos linchadores. Em menos de uma semana, os cinco acusados foram detidos e acabaram confessando participação no crime. Agora, mesmo depois de encaminhar o inquérito para a Justiça, o delegado Luís Ricardo de Lara Dias Júnior afirma que as investigações para localizar outros suspeitos vão continuar, uma vez que quase uma dezena de pessoas participaram da ação criminosa.

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