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Sequestrador preso usou Facebook para monitorar vítima em Santa Catarina Mentores do crime conheciam os pais de criança sequestrada e usavam redes sociais para seguir os passos da família

Agência Estado

Publicação: 06/06/2014 15:19 Atualização: 06/06/2014 16:55


A resolução de um sequestro na cidade de Ilhota, em Santa Catarina, reacendeu o debate sobre a exposição pessoal na internet.

No início da madrugada da última terça-feira, 03, a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) libertou um menino de nove anos que estava há 96 horas em cativeiro no município de Penha. Na ação, dois seqüestradores que reagiram à voz de prisão foram mortos em confronto com a polícia. Outros dois envolvidos foram presos.

"Muito empenho e dedicação e uma análise de inteligência muito forte levaram ao rápido e feliz desfecho do seqüestro", afirmou o delegado responsável pela operação, Anselmo Cruz, em coletiva de imprensa. A operação envolveu 12 agentes da Polícia Civil das cidades de Ilhota e Gaspar. "Ninguém dormiu mais que 3 horas por dia e cada viatura usada rodou mais de mil quilômetros."

O garoto foi seqüestrado na noite de quinta-feira, 29 de maio, enquanto andava de patinete na frente da quadra de esportes onde seu pai, Jean Carlos de Oliveira, 32 anos, jogava futebol, em Ilhota. Pouco tempo depois, chegou o primeiro pedido de resgate para a família: R$ 500 mil. A família é proprietária de uma confecção de biquínis e lingerie na cidade.

Os investigadores conseguiram chegar ao cativeiro através do mentor do crime, Peterson Willian da Silva Machado, 34 anos, que já tinha antecedentes criminais. Após monitorarem seus movimentos, a polícia decidiu prendê-lo ao perceber que ele estava pronto para fugir da cidade de Brusque.

Machado era companheiro de Rosicleide Rodrigues, 32 anos, que já tinha trabalhado no setor de confecções, conhecia os pais da vítima do seqüestro e tinha passagens na polícia por extorsão e estelionato. Ela foi a primeira pessoa a ser identificada na investigação como envolvida no crime, e através dela se chegou ao mentor.

Na sede da Deic, em Florianópolis, Machado afirmou que a rotina das vítimas foi monitorada através das redes sociais. "Está tudo no Facebook. É só olhar, está tudo lá", disse.

Rosicleide foi presa em Barra Velha, quando estava de malas prontas e prestes a fugir, após o garoto ser libertado.

No cativeiro, o casal que mantinha o garoto sob cárcere foi morto em confronto com a polícia. A mulher foi identificada depois como Fernanda Marin, 18 anos, natural de Peabiru, no Paraná, onde tinha passagens por tráfico de drogas. O homem ainda não foi identificado.
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