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Grevistas podem trocar dia de trabalho por catraca livre em SP Metroviários insistem em ter um dia sem cobrança de tarifas e irritam administradores do Metrô, que retiraram propostas feitas anteriormente

Agência Estado

Publicação: 05/06/2014 18:01 Atualização: 05/06/2014 18:39

Parte das estações de metrô amanheceram fechadas em São Paulo (NELSON ALMEIDA/AFP)
Parte das estações de metrô amanheceram fechadas em São Paulo

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, se comprometeu nesta quinta-feira, 05, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Segunda Região, no centro, a levar à assembleia da categoria a proposta de corte de ponto de um dia de trabalho em troca de uma operação da rede com catraca livre. A proposta se deu após Prazeres Júnior ser cobrado com veemência pela desembargadora Rilma Aparecida Hemetério sobre o descumprimento da decisão judicial de manter 100% da operação no horário de pico durante a greve da categoria. Os metroviários entraram em greve nesta quinta-feira, 05, por tempo indeterminado.

Ele havia contestado a decisão judicial afirmando que, dessa forma, a categoria perdia seu direito de greve. Rilma afirmou que só decidiu pelo índice de 100% porque o sindicato não cumpriu o seu dever legal de determinar, em conversas com o Metrô, um padrão mínimo de operação. "Eu não sou metroviária para saber o número ideal", disse a desembargadora, visivelmente irritada.

Rilma destacou os sérios prejuízos à população com o descumprimento da decisão e instigou Prazeres Júnior a apresentar um porcentual que ele achava justo. "Eu não posso dizer o porcentual, mas posso levar isso à categoria", disse Prazeres Júnior, antes de reforçar a proposta de catraca livre. A desembargadora, entretanto, disse que, mesmo se a população não pagasse a passagem, os custos para manter o metrô operando sairiam da coletividade.

"Por que a coletividade deve pagar para os senhores negociarem?", continuou a magistrada. Prazeres Júnior então afirmou que levaria à assembleia a proposta de corte de ponto, caso o Estado aceitasse a catraca livre.

Desde o começo da tensa reunião que ocorre no TRT, o Metrô mantém-se intransigente e não apresentou nova proposta aos metroviários, assim como retirou todas as já feitas, mas a reunião continua. A empresa requisitou dissídio econômico e trabalhista que ainda serão analisados.
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