Pernambuco deve contar com reforço de tropas militares durante a Copa

Estado é o sétimo entre as 12 sedes a pedir reforço federal. Assessoria do governador nega que seja por causa de greves ou protestos, apenas aderiram ao Plano de Segurança Nacional

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postado em 05/06/2014 16:55

Filipe Barros , Diário de Pernambuco

Guilherme Veríssimo/Esp. DP/D.A Press

O governo de Pernambuco, através do governador João Lyra Neto (PSB), aderiu ao Plano Nacional de Segurança da Copa do Mundo. A proposta oferecida pelo Governo Federal visa fortalecer a segurança nas cidades sedes do evento internacional, agregando pessoal das tropas militares às forças federais, bem como policias estaduais, Justiça e Planalto. Cerca de 2 mil homens do Exército já exercem atividades na capital pernambucana. Pouco mais da metade das 12 cidades sedes aceitaram a proposta.

Segundo a assessoria do governador João Lyra, essa ação já faz parte do Plano Nacional de Segurança implantado pelo Governo Federal, através do Ministério da Justiça e não houve nenhuma solicitação especial por parte do governador, como aconteceu no mês passado durante a greve dos policiais militares e bombeiros quando o socialista solicitou à presidente Dilma Rousseff (PT) a presença do Exército e da Força Nacional nas ruas de Pernambuco. Ainda de acordo com a assessoria, se existir a necessidade, Pernambuco pode solicitar uma maior presença, em caráter de emergência.

Nesta quinta-feira (05) foi confirmada a presença das tropas militares para atuar na segurança da Copa em seis estados: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá, Curitiba e Natal. Apesar da confirmação, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, alertou que o Exército não atuará diretamente nos protestos de rua.

Anistia Internacional

Ao mesmo tempo que se discute a presença das tropas militares nas cidades sedes da Copa do Mundo, a Anistia Internacional, baseada em relatos de violência durante os protestos de rua que vão contra o evento da FIFA, vai realizar um movimento nesta quinta-feira (5) em Brasília, no Congresso Nacional, para pedir respeito à liberdade de expressão e à manifestação pacífica durante a realização do evento.
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