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Situação do Sistema Cantareira ainda é dramática, diz presidente da ANA De acordo com diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, há uma relação próxima, mas não igual, entre chuva e vazão

Agência Brasil

Publicação: 04/06/2014 16:51 Atualização: 04/06/2014 16:55

Vista da captação de água do sistema de abastecimento de água Cantareira em Jaguari, em fevereiro deste ano. Presidente da Agência Nacional de Águas disse nesta quarta-feira (4/6) que situação do sistema ainda é dramática (Paulo Whitaker/Reuters)
Vista da captação de água do sistema de abastecimento de água Cantareira em Jaguari, em fevereiro deste ano. Presidente da Agência Nacional de Águas disse nesta quarta-feira (4/6) que situação do sistema ainda é dramática
Mesmo com as chuvas que ocorreram no fim de semana no estado de São Paulo, a situação no Sistema Cantareira continua dramática, disse nesta quarta-feira (4/6) o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo. Segundo ele, há uma relação próxima – mas não igual – entre chuva e vazão, principalmente quando as precipitações não ocorrem nas cabeceiras dos rios que alimentam o sistema.

No dia 10 de junho, o direto da ANA vai se reunir com os secretários de Meio Ambiente de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais para definir os impactos que a ligação do afluente do Rio Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira pode causar nos três estados.

“Na minha opinião, há uma condição técnica para solução do problema que atenda à demanda do Rio, que é a segurança hídrica, e acho correto que haja a utilização dessa água para atender a demanda da região metropolitana de São Paulo. Há uma solução técnica para atender os dois estados.”

Andreu participou de audiência pública conjunta das comissões de Serviços de infraestrutura e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado para falar sobre as perspectivas de racionamento de água no Brasil.

Segundo Andreu, a origem e natureza da crise no Sistema Cantareira tem elementos básicos: a meteorologia; a estiagem anormal; a ausência de obras que deveriam ter sido executadas no passado, quando se fez a opção de aumentar o faturamento em detrimento da segurança hídrica; e a necessidade de uma qualificação na regulação dos recursos hídricos no Brasil, principalmente em situações de crise.

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