Rio: Moradores de Ipanema temem mais transtornos causados pelas obras do metrô

Janelas da vizinhança apresentam faixas de protesto, por barulho, tremores e calçadas afundadas no bairro

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postado em 28/05/2014 15:08 / atualizado em 28/05/2014 15:17

Agência Brasil

YASUYOSHI CHIBA/AFP

Os moradores de Ipanema, zona sul do Rio, continuam reclamando do barulho e dos tremores causados pelas obras da Linha 4 do metrô, que vai ligar a Barra da Tijuca, na zona oeste, a Ipanema, na zona sul. Os residentes na Rua Barão da Torre penduraram faixas e cartazes nas sacadas dos prédios para protestar contra os transtornos causados pelas obras e demonstrar a preocupação pela falta de informação do Consórcio Metrô Linha 4 Sul.

A aposentada Eliana Brandão, de 60 anos, disse que o barulho de furadeiras, as vibrações causadas pela perfuração do subsolo, feita pelo equipamento conhecido como tatuzão, e a falta de comunicação com os responsáveis pelas obras provocam medo nos moradores.

“O barulho é insuportável desde o ano passado. Os quadros [na parede] ficam batendo quando está tendo obra. Isso tudo causa muito medo. Nós não temos informações. Eu fiquei sabendo que o tatuzão passa a uns 18 metros abaixo do chão. É muito perto”, relatou a moradora.

O consórcio informou, em nota, que na manhã desta quarta-feira (28) “as obras para devolver a compressão ao subsolo” foram retomadas no local onde houve o assentamento de solo no dia 11. Segundo a nota, pelos próximos 60 dias, serão feitas “injeções de calda de cimento no subsolo para recuperar as características que o terreno apresentava antes do incidente”.

No dia 11, houve um assentamento de terra na calçada próxima aos prédios de número 132, 133, 137 e 141 da Rua Barão da Torre. A perfuração do subsolo feita pelo tatuzão foi interrompida e deve ser retomada até o início do segundo semestre deste ano.

A Linha 4 do Metrô vai transportar mais de 300 mil pessoas por dia, a partir de 2016, entre a Barra da Tijuca e Ipanema, retirando cerca de 2 mil veículos da rua, informou o consórcio.
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