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Professores protestam na apresentação da seleção brasileira Manifestantes fizeram marcação cerrada no ônibus da seleção tanto na saída do Rio quanto na chegada a Teresópolis

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 26/05/2014 14:03 Atualização: 26/05/2014 16:38

A caminho da Granja Comari, seleção passou por manifestantes em Teresópolis, que reclamam da falta de atenção do governo com a educação e os desastres naturais que mataram 900 pessoas na região (VANDERLEI ALMEIDA/AFP)
A caminho da Granja Comari, seleção passou por manifestantes em Teresópolis, que reclamam da falta de atenção do governo com a educação e os desastres naturais que mataram 900 pessoas na região

Aos gritos de "um professor vale mais que Neymar", quase 200 professores em greve bloquearam brevemente nesta segunda-feira a saída do ônibus com os jogadores da seleção brasileira de um hotel, em um protesto contra a Copa do Mundo e por melhores salários.

Depois de 30 minutos, o ônibus conseguiu partir com uma escolta policial em direção a Granja Comary em Teresópolis. Os manifestantes tentaram bloquear a passagem do veículo, mas o ônibus desviou no último momento, acelerou e e evitou o protesto.

Os manifestantes chegaram durante a manhã à porta do hotel da seleção, na Ilha do Governador, perto do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, gritaram frases contra a Copa do Mundo e colaram adesivos com a frase "Não vai ter Copa" no ônibus da seleção. "A Copa não me interessa! Quero mais dinheiro para a saúde e educação!", gritaram os manifestantes, alguns com narizes de palhaço.

Os professores do estado do Rio de Janeiro estão em greve desde 12 de maio. Eles reivindicam aumento salarial de 20% para todos os trabalhadores do setor da educação.

Na Granja Comary, 50 manifestantes contrários à Copa protestaram na chegada dos jogadores. "É um verdadeiro escândalo saber que gastaram mais de 15 milhões de reais para reformar este centro de treinamento e bilhões em obras da Copa do Mundo, enquanto até agora nenhuma das vítimas da tragédia de 2011 conseguiu ser levada paras as casas prometidas", disse à AFP Rosangela Castro, professora da rede pública de Teresópolis.

Em janeiro de 2011, mais de 900 pessoas morreram em Teresópolis e na região serrana do estado do Rio de Janeiro em consequência das fortes chuvas.

A 17 dias do início da Copa do Mundo, várias cidades registram greves e protestos.
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