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Brasil reduz em dois terços os indicadores de mortalidade de crianças de até cinco anos Relatório nacional divulgado pelo governo indica que o país antecipou em três anos compromissos com a ONU

Estado de Minas

Publicação: 24/05/2014 06:00 Atualização: 24/05/2014 09:38

Brasília – O Brasil atingiu a meta assumida no compromisso Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de reduzir em dois terços os indicadores de mortalidade de crianças de até cinco anos. O índice, que era de 53,7 mortes por 1 mil nascidos vivos em 1990, caiu para 17,7 em 2011. Os números integram o 5º Relatório Nacional de Acompanhamento, divulgado ontem 23, em Brasília pelo governo. A meta foi atingida antes do prazo estipulado, 2015. É o que mostra o 5º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, lançado ontem pela presidente Dilma Rousseff.

A redução de morte materna, no entanto, não teve o mesmo sucesso. O documento admite que o Brasil dificilmente vai cumprir o compromisso de chegar no ano que vem com no máximo 35 óbitos maternos a cada 100 mil nascimentos. Para isso, seria necessário praticamente reduzir pela metade os indicadores de 2011, quando o número de mortes de mulheres durante a gravidez, o parto ou até 42 dias após o nascimento do bebê era de 63,9 por 100 mil nascimentos. Embora ainda muito superior ao compromisso assumido, os índices de mortalidade materna no país já foram significativamente maiores.
Em 1990, eram 143 por 100 mil nascimentos. O relatório argumenta ainda que o Brasil não é o único país a ter um desempenho nessa área abaixo do que se era esperado.

Objetivos do Milênio são metas estabelecidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e apoiadas por 192 países. São oito pontos: 1) acabar com a fome e a miséria; 2) universalização da educação primária; 3) promoção da igualdade de gênero e autonomia das mulheres; 4) reduzir a mortalidade na infância; 5) reduzir a mortalidade materna; 6) interromper a propagação e diminuir a incidência de HIV/Aids, universalizar o tratamento para a doença e reduzir a incidência de malária, tuberculose e outras doenças; 7) qualidade de vida e respeito ao meio ambiente, incluindo reduzir pela metade a proporção da população sem acesso permanente e sustentável à água potável; 8) e parceria mundial para o desenvolvimento.

O relatório preparado pelo governo mostra que a queda mais significativa registrada na mortalidade na infância ocorreu na faixa entre um e quatro anos de idade. Atualmente, o problema está concentrado sobretudo nos primeiros 27 dias de vida do bebê, o período neonatal. Embora o documento ressalte que o Brasil conseguiu cumprir a meta à frente de uma série de países, o texto admite que o nível de mortalidade até os cinco anos ainda é elevado. A desigualdade regional sofreu uma redução, no entanto, Norte e Nordeste ainda apresentam taxas superiores a 20 óbitos de crianças com menos de 5 anos por 1 mil nascidos vivos; na Região Sul, são 13 por 1 mil nascidos vivos.

AVANÇOS

O relatório ressalta o alcance integral da meta de reduzir à metade o percentual da população sem acesso a saneamento. A meta foi atingida em 2012. De acordo com o trabalho, em 1990, 53% da população vivia em moradias com rede coletora de esgoto ou com fossa séptica. Em 2012, o percentual subiu para 77%. O acesso à água também melhorou nesse intervalo, de 70% para 85,5%. Já a meta brasileira para essa área é mais ambiciosa que a mundial. O compromisso era reduzir a pobreza extrema a um quarto do nível de 1990 até 2015. De acordo com o relatório, em 2012, o nível da pobreza extrema era menos de um sétimo do nível de 1990. Pelos cálculos do governo, 3,6% da população vive com menos de R$ 70 mensais.

De acordo com o trabalho da ONU, a pobreza extrema entre idosos está praticamente erradicada, graças à inclusão em programas sociais e à política de valorização real do salário mínimo. A desigualdade racial persiste, embora em menor grau. Em 2012, a probabilidade da extrema pobreza entre negros era o dobro da verificada na população branca. Um em cada 20 negros era extremamente pobre; entre brancos o risco é de um entre 46. “Estamos rumando, sem sombra de dúvida, para o fim da pobreza extrema”, diz o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Sergei Soares.

Quanto à educação primária, em 2012, 23,2% dos jovens de 15 a 24 anos não haviam completado o ensino fundamental. Embora o percentual ainda seja expressivo, o relatório argumenta que os números brasileiros já foram muito piores. Em 1990, 66,4% dos jovens não haviam completado os anos de estudo. O percentual de crianças de 7 a 14 anos frequentando o ensino fundamental passou de 81,2% para 97,7%.

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