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Chefe da Polícia do Rio apoia reividincações dos grevistas, diz sindicato A paralização é parcial, mas estão sendo registradas apenas as ocorrências mais graves nas delegacias. Delegado comprometeu-se a levar pleito ao governador

Agência Estado

Publicação: 21/05/2014 16:19 Atualização: 21/05/2014 18:11

Policiais de movimento grevista agrupados na Cidade da Polícia à espera de resposta por reivindicações (YASUYOSHI CHIBA/AFP)
Policiais de movimento grevista agrupados na Cidade da Polícia à espera de resposta por reivindicações

O presidente do Sindicato de Policiais Civis do Rio (Sindpol-RJ), Francisco Chao, disse que recebeu apoio do chefe de Polícia, Fernando Velloso, para a paralisação realizada pela categoria. Eles estiveram reunidos por cerca de 40 minutos na Cidade da Polícia, onde cerca de 300 policiais permanecem agrupados.

"O chefe de Polícia Civil nos apoia e respeita a forma coerente e tranquila que estamos conduzindo esta paralisação", afirmou Chao. Velloso teria se comprometido a levar o pleito dos policiais ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Chao explicou que a incorporação da gratificação ao vencimento base seria dividida em nove parcelas, com incorporação integral até 2018. Hoje, o policial de licença ou aposentado perde cerca um terço do salário com a retirada das gratificações.

A imprensa havia sido impedida de entrar na Cidade da Polícia e só recebeu permissão para acessar o local após a chegada de Vellozo. Apesar da adesão, Tchao garantiu que os policiais civis estão em seus postos de trabalho e continuam registrando as ocorrências graves, como homicídios e furtos. O presidente do Sindpol afirmou que as negociações com o governo estadual já duram mais de um ano e tinham como interlocutor o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

Tchao contou que, em uma reunião especial realizada na terça-feira, véspera da paralisação, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) solicitou que o grupo não entrasse em greve até o dia 10 de junho, apenas 2 dias antes do início da Copa do Mundo, mas não foi atendido. "O que está acontecendo hoje não é oportunismo em relação à Copa, mas o exaurimento em relação a uma negociação que já dura mais de um ano. É lamentável que os governos não tenham tido sensibilidade para antecipar esse problema", disse ele.

A categoria também reivindica que as gratificações - que variam entre R$ 850 e R$ 1.500 - sejam incorporadas ao salário. "Quem se divide entre trabalho na polícia e segundo emprego (trabalho complementar) não tem tempo para atender a sociedade com qualidade", disse Tchao. Ele também reclamou que existe uma lei que determina o quantitativo mínimo de 23 mil policiais civis no Estado do Rio, mas que hoje existem apenas 11 mil.

As delegacias da zona sul do Rio aderiram à paralisação da Polícia Civil e só estão registrando ocorrências graves, como agressões, homicídios e roubos violentos. A reportagem do Estado esteve na 12ª, 13ª, 14ª e 15ª DP, nos bairros de Copacabana, Gávea e Leblon, e em todas elas o movimento foi baixo durante o dia. Na delegacia da Gávea, praticamente não houve movimento, porque além da paralisação, o sistema de computadores saiu do ar de manhã e em parte da tarde desta quarta-feira, 21.
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