Suspeito de atear fogo em crianças no DF será indiciado por duplo latrocínio

De acordo com o documento divulgado nesta segunda-feira, Rômulo Nascimento planejou o roubo na casa dos irmãos assassinados

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postado em 19/05/2014 15:04 / atualizado em 19/05/2014 15:13

Correio Braziliense

Arquivo Pessoal

Uma semana após o assassinato de dois irmãos em um incêndio criminoso em Ceilândia, na noite da última segunda-feira (12/5), a Polícia Civil concluiu as investigações sobre o caso. De acordo com o inquérito, divulgado nesta segunda-feira (19/5), o suspeito do crime, Rômulo Nascimento, de 21 anos, será indiciado por duplo latrocínio. O titular da 15ª Delegacia de Polícia Johnson Kenedy disse que Rômulo confessou o crime em depoimento. Se condenado, ele pode pegar até 30 anos de prisão.

A conclusão do inquérito policial também confirmou que o irmão mais velho das vítimas, Marcos Paulo Silva Santos, tinha uma dívida com Rômulo. Contudo, essa não foi a motivação do crime. Segundo a polícia, o suspeito já vinha observando e planejava assaltar a casa da família de Marcos. Ele pretendia roubar uma quantia em dinheiro que o pai das crianças assassinadas guardava em casa, além de objetos como TV, notebook e tablet. Segundo as investigações, Rômulo não planejou matar os dois irmãos.

Segundo o inquérito policial, no dia do crime, Rômulo foi à casa do amigo, onde estavam apenas os irmãos mais novos: Driele da Silva Santos e João Guilherme da Silva. Ele deu, então, dinheiro para o menino ir comprar figurinhas na banca para ficar sozinho com Driele. De acordo com o delegado Johnson Kenedy, na cabeça de Rômulo seria mais fácil enganar apenas a menina, mesmo ela sendo mais velha. Contudo, o assalto não ocorreu conforme planejado: a menina não ficou quieta, começou a gritar e Rômulo chegou a jogar um filtro de água contra ela; João voltou muito rápido e também começou a gritar por socorro, ao perceber o que estava ocorrendo.

Ao ver que a situação tinha fugido do controle, Rômulo trancou Driele e João no quarto e ateou fogo na casa. Ao sair da cena do crime, ele mandou três mensagens para Marcos, pedindo para ele guardar a carteira que havia deixado na residência na última vez que foi visitar o amigo.

Até esse momento, ninguém sabia o que Rômulo tinha feito. De acordo com o delegado, as mensagens foram mandadas para disfarçar e também para saber se os irmãos de Marcos tinham morrido.
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