Governo de Pernambuco espera Exército para enfrentar caos durante greve da PM

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postado em 15/05/2014 08:26

Diário de Pernambuco

Rebeca Silva/DP/D.A Press

O Exército já está pronto para ser colocada nas ruas em Pernambuco. A informação foi dada na manhã desta quinta-feira pelo major Hereda, chefe do setor de Comunicação Social do Comando Militar do Nordeste (CMNE). Os soldados, no entanto, só começam a atuar após uma ordem do governador João Lyra, que enfrente uma greve dos policiais militares e do corpo de bombeiros.

A chegada do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, ao estado é esperada a qualquer momento. O ministério também está enviando tropas da Força Nacional e do Exército Brasileiro para reforçar a segurança em Pernambuco. Um voo repleto de soldados desembarcou no Recife por volta das 5h30. Os homens foram levados para o Centro Acadêmico do Exército e, de acordo com a Secretaria de Imprensa do estado, deve estar nas ruas às 10h, ao lado de homens da Companhia de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga (Ciosac).

Uma nova aeronave estaria prevista para chegar à Base Aérea ao meio dia e mais soldados têm previsão de chegar ao estado no final da tarde de hoje.

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
A medida emergencial tem o objetivo de frear a insegurança em Pernambuco, após a confirmação de que a greve da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros continuará por tempo indeterminado. O governador anunciou, na noite de ontem, o pedido oficial à presidente Dilma Rousseff.

Apesar de afirmar que o número de denúncias de ocorrências feitas ontem pela população foi menor que os outros dias da semana, Lyra demonstrou preocupação quanto ao medo generalizado que tomou conta dos pernambucanos. “Vamos garantir a segurança da população a todo custo. Não tive outra alternativa a não ser requisitar a Força Nacional e o Exército para dar tranquilidade ao nosso povo”, declarou. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, virá hoje ao Recife para acompanhar de perto o trabalho das equipes.

O perigo da perda de controle da segurança no estado, levou Lyra a ter uma longa conversa por telefone com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Lá, em dois dias de greve da PM, 52 assassinatos e uma série de saques foram registrados. Cerca de 6 mil homens também foram enviados pelo governo federal ao estado baiano. “O governador (da Bahia) afirmou que os manifestantes não tiveram nem um centavo de aumento depois da greve”, disse João Lyra Neto, destacando que “um aumento de 50% (como querem os PMs) não cabe em nenhuma área do governo de Pernambuco”.
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