Polícia indicia 6 PMs em caso de mulher arrastada no Rio

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postado em 12/05/2014 11:37

Agência Estado

Rio de Janeiro, 12 - Após dois meses de investigações, a Polícia Civil do Rio concluiu o inquérito da morte da auxiliar de serviços gerais Claudia Silva Ferreira, de 38 anos, arrastada por cerca de 350 metros numa viatura da Polícia Militar após ter sido baleada numa favela na zona norte do Rio. Seis policiais militares foram indiciados no inquérito da 29ª Delegacia de Polícia (Madureira).

O tenente Rodrigo Boaventura e o sargento Zaqueu Pereira Bueno vão responder pelos crimes de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e fraude processual. Em depoimento, eles admitiram ter trocado tiros com traficantes no Morro da Congonha, em Madureira, no dia 16 de março, quando Claudia foi ferida.

Já o cabo Gustavo Meirelles, os subtenentes Adir Serrano Machado e Rodney Miguel Archanjo, e o sargento Alex Sandro da Silva Alves vão responder apenas por fraude processual. Os três últimos PMs estavam na viatura que transportou Claudia da favela até o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Eles estão presos. Conforme o Estado noticiou em 18 de março, os subtenentes Adir Serrano e Rodney Archanjo constam como envolvidos em pelo menos 62 autos de resistência (registros de mortes de suspeitos em confronto com a polícia) desde 2000.

Quando a viatura passava pela Estrada Intendente Magalhães, a tampa do porta-malas abriu, e Claudia ficou presa ao para-choque da viatura por um pedaço de roupa. A mulher foi arrastada pelo asfalto por um trecho de aproximadamente 350 metros, e teve parte do corpo dilacerado. A cena foi filmada por um motorista que passava pelo local, e o vídeo divulgado pelo site do jornal Extra.

Havia a suspeita de que os ferimentos causados pelo episódio poderiam ter sido a causa da morte de Claudia. No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal apontou que a mulher morreu devido ao um tiro que atingiu o coração e o pulmão.
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