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Três perguntas para o ministro JORGE HAGE Ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU)

Publicação: 11/05/2014 06:00 Atualização: 11/05/2014 08:46

A maioria das obras da Copa saiu mais cara que o previsto. As auditorias da CGU apontam irregularidades?
Há dois tipos de situação. Em alguns casos, realmente apontamos sobrepreço, como no Maracanã, de R$ 174 milhões. O estado (do Rio de Janeiro) procurou explicar, chegamos a um momento de impasse, o BNDES suspendeu a remessa de recursos do financiamento. Depois, o assunto foi a julgamento no Tribunal de Contas da União (TCU), que aceitou, em parte, as explicações do estado. Sobrepreço é diferente de superfaturamento, que é quando o valor já foi faturado. Há outros casos (cujo preço final saiu maior) que eram defeito de projeto. É o mais comum e acaba requerendo aditivos.

Há mais exemplos de sobrepreço, além do Maracanã?
A Arena da Amazônia, por exemplo, demorou muito para se chegar a um entendimento sobre o preço justo. Tanto que a obra atrasou vários meses. Muitas vezes, se acusa os órgãos de controle de atrasarem as coisas. É um cabo de guerra. Não se pode afrouxar enquanto está convencido de que há sobrepreço. E se o órgão executor continua na defesa daquele valor, vai acabar atrasando obra. Mas, paciência, a gente não pode abrir mão disso.

Uma das críticas nas manifestações de 2013 eram os gastos do Mundial. Como o senhor avalia isso do ponto de vista político?
Há um enorme equívoco. Da parte de alguns, intencional. De outros, mera desinformação. É confundir custos dos estádios com o da matriz. Há muito mais do que estádios. Há obras de mobilidade urbana, de aeroportos, de portos. Obras que a população quer e que felizmente foram aceleradas. Tiveram um prazo final definido pela Copa. Não é para o Mundial. É obra para o país. É preciso distinguir. Uma coisa é o custo dos estádios, que é uma parcela relativamente pequena do total da matriz da Copa, que é de cerca de R$ 26 bilhões. Os estádios não chegam a R$ 8 bilhões. Outra confusão que se faz é o quanto de dinheiro público federal está sendo usado. Tem dinheiro de estado, de prefeitura, de empresa privada. No discurso oposicionista, oportunista, é deliberado o equívoco. Já o cidadão que está manifestando está sendo induzido ao erro por causa desse discurso manipulador.
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Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Antonio
É ministro, realmente esse pessoal do governo é todo SANTINHO ! Os fatos, em inúmeros casos, até nos EUA / Pasadena, provam o contrário. Pq o senhor não manda abrir as contas do Porto de Havana, construído com dinheiro do povo e que foram proibidas de ser publicadas pelo Planalto ? | Denuncie |

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