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Sindicato de professores do Rio confirma greve na 2ª

Agência Estado

Publicação: 09/05/2014 19:49 Atualização:

Rio, 09 - O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) manteve para segunda-feira, dia 12, a greve das redes municipal e estadual de ensino do Rio e informou que não comparecerá à reunião convocada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para terça-feira. O encontro foi marcado por Fux para tentar intermediar as negociações, mas o Sepe diz que não recebeu notificação formal. Os professores pedem 20% de reajuste e o cumprimento de pontos acordados com as secretarias na greve do ano passado, em que a categoria parou por 70 dias, num movimento que reacendeu as manifestações de rua, em outubro. Só na rede estadual, os alunos perderam 179 dias de aula, entre 2009 e 2013, por causa das paralisações. O Ministério da Educação estabelece que o ano letivo deve ter no mínimo 200 dias.

Uma das coordenadoras do Sepe, Suzana Gutierres, diz que a categoria não teme perder o apoio popular conquistado no movimento do ano passado, ao convocar uma greve pouco mais de seis meses após a última paralisação. "Temos plena consciência e certeza que nossa greve é legítima. A prefeitura e o Estado vêm recebendo muitas verbas, mas não investem na educação. A população tem apoiado outras greves, outras manifestações, como a dos garis, recentemente. E um dos grandes clamores é de mais investimento em saúde e educação, não na Copa e Olimpíada", afirmou.

Além do reajuste, os professores querem plano de carreira unificado, fim da terceirização de funcionários, eleição direta para diretores, carga horária de 30 horas semanais para funcionários administrativos (que cumprem 40 horas semanais), uma matrícula por escola (há professores que trabalham em mais de três escolas), entre outras reivindicações. O secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, disse que ficou surpreso com o anúncio da greve. De acordo com Risolia, o mês do dissídio do magistério é maio e a secretaria acabou de encaminhar proposta de reajuste para ser analisado pela Secretaria de Planejamento e Gestão e pela Casa Civil. Ele lembrou ainda que as aulas da última greve foram repostas, mas os alunos ainda estão tendo aulas aos sábados por causa dos feriados do mundial de futebol. "Acho que é intempestivo convocar a greve agora, há um mês da Copa. Esse é um ano atípico", afirmou.

O secretário Risolia refutou as críticas do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, segundo as quais pontos do acordo firmado no ano passado não foram cumpridos. "Estamos sendo super rigorosos. Do contrário, estaríamos rompendo um acordo feito com o Supremo", afirmou. Risolia ressaltou que o aumento de 20% pleiteado pela categoria é "inviável" e que foram feitas várias simulações para o reajuste, com índices a partir de 8% - o mesmo dado ano passado. Ele afirmou que hoje 93% dos 74 mil professores da rede já trabalham em apenas uma escola - antes da greve do ano passado, essa proporção era de 84%. Lembrou ainda que os servidores administrativos fizeram concurso para trabalharem 40 horas semanas. Segundo ele, a mudança representaria "um risco jurídico", já que outras categorias poderiam começar a reivindicar redução da carga horária sem reduzir salários.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou vem cumprindo os acordos firmados no STF. "A Prefeitura do Rio enviou à Câmara dos Vereadores o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR), que foi aprovado e de imediato garantiu um reajuste de 15,3% para os professores - implementado em 1º de outubro. Com o reajuste, o salário inicial do professor I e do professor II passou a ser de R$ 4.147,37 para a jornada de 40 horas, sendo o maior salário inicial pago entre as capitais do País".

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