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Polícia acredita que bebê foi assassinado dentro de casa no DF Um caso inicialmente tratado como afogamento na banheira foi transferido para a Coordenação de Homicídios, por suspeita de que menino sofreu agressões na própria casa. Instituto de Criminalística aponta ferimentos graves no corpo do garoto

Thaís Cieglinski - Correio Braziliense

Adriana Bernardes - Correio Braziliense

Kelly Almeida

Publicação: 08/05/2014 08:36 Atualização:

A noite de 9 de setembro de 2013 foi de terror para moradores de um prédio de alto padrão em Águas Claras, no Distrito Federal. Por volta das 20h, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebeu chamado para atender a uma ocorrência de afogamento de uma criança. Ao chegar ao local, a equipe tentou, sem sucesso, reanimar o menino, que perdeu a vida 12 dias antes de completar 2 anos. A tragédia que abalou vizinhos e conhecidos da família, no entanto, ganhou nova interpretação com a divulgação de um laudo produzido pelo Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil do DF. De acordo com o documento, o que houve foi uma “morte violenta por afogamento”, com sinais de violência sexual.

Ao chegarem à cobertura em um prédio na Avenida Flambloyant, os peritos encontraram o corpo da criança sobre a cama da suíte do imóvel, envolto por um lençol. O garoto, que vestia meias brancas e short laranja, apresentava diversos ferimentos, alguns cobertos por curativos. Segundo matéria publicada no site do Correio no dia da morte, a mãe do garoto estaria em casa, sozinha com os três filhos, quando o caçula teria desmaiado e se afogado na banheira de plástico.

O caso foi investigado inicialmente pela 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul). Concluído o inquérito, o delegado que conduziu o processo decidiu indiciar a mãe por homicídio doloso — quando há a intenção de matar. Agora, o caso está sob responsabilidade da Coordenação de Homicídios, que vai pedir novos exames e colher mais depoimentos. O trabalho vai comprovar ou rejeitar os argumentos apresentados pelos responsáveis da 21ª DP. A tese, segundo apurou o Correio, ganhou força em virtude de contradições nos depoimentos e da contundência do laudo produzido pelo IC.

Além dos sinais de abuso, o documento registrou que manchas de sangue foram encontradas na fralda descartável, em machucados próximos à boca e ao pescoço do bebê, e no lençol que cobria o corpo dele. Algumas escoriações estavam cobertas por gaze e, no pé direito, havia uma grande lesão. Foi registrado ainda um ferimento na cabeça.
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