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Polícia inicia buscas a leão que sumiu em São Paulo Rawell, de 9 anos e pesando 300 quilos, foi levado de criadouro no interior de São Paulo. Ex-dono do animal é o principal suspeito

Estado de Minas

Publicação: 03/05/2014 07:51 Atualização: 03/05/2014 07:50

São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo instaurou ontem um inquérito para apurar o sumiço do leão Rawell, de 9 anos e pesando 300 quilos, de um criadouro em Monte Azul Paulista, a 400 quilômetros da capital, na madrugada de quinta-feira. Segundo o delegado que investiga o caso, Carlos Arnaldo Nicodemos Andrade, o ex-dono do felino é suspeito de ter furtado o animal do Criadouro Conservacionista São Francisco de Assis, espaço que abriga 300 animais, entre espécies silvestres e exóticas. A entidade atua na proteção e recuperação de bichos vítimas de maus-tratos ou abandono.

Rawell foi doado para o criadouro há 5 anos, mas segundo o delegado, o ex-dono do leão, Ary Marcos Borges da Silva, passou a exigir dinheiro e fazer ameaças de levar o animal. A polícia chegou até o nome do suspeito após vizinhos e um ex-funcionário do criadouro terem reconhecido o suspeito como uma das quatro pessoas que invadiram o recinto para pegar o leão. O ex-dono mora em Maringá, a 434 quilômetros de Curitiba.

“Temos aqui o termo de doação do Rawell. O que foi uma doação, virou um desentendimento porque o antigo mantenedor queria receber dinheiro por isso. Na época, ele doou o leão porque disse que precisava se desfazer de alguns animais. Como não recebeu dinheiro, teria ameaçado buscar o leão. O próximo passo é tentar localizar o Ary. Temos uma foto dele e vamos fazer contato com a polícia de Maringá, no Paraná”, disse o delegado.

O leão vivia no criadouro particular com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O dono do local, o médico Oswaldo Garcia Junior, acredita que o felino foi sedado e arrastado, devido a marcas no chão. A perícia já esteve no local.

Os vizinhos ouviram um barulho e notaram uma caminhonete, com uma jaula na carroceria, dentro do local. Três homens e uma mulher arrombaram o portão de acesso à propriedade e da jaula para pegar o animal, segundo Oswaldo Garcia Junior. O médico contou que os moradores da região não se deram conta de que seria um crime porque o local constantemente recebe animais em situação de risco.

“Meus três vizinhos daqui da frente viram, mas eles achavam que fosse um pessoal da Polícia Florestal, do Ibama, que estava trazendo algum animal. Como a gente recebe muito animal abandonado, machucado, eles acharam que estavam trazendo pra cá para que fossem cuidados”, disse. Chateado, o médico afirma que o leão comia cinco quilos de carne por dia e era dócil. “Ele veio maltratado, sem as garras das patas, magro, sem pelos na juba. Quero que devolvam meu bicho para ele ter um fim de vida digno, que a gente queria dar para ele”, comentou o dono do criadouro. O animal não tinha rastreador.

Ary Marcos Borges da Silva ficou conhecido por criar felinos em sua casa, em Maringá. O mais famoso deles foi o leão Ariel, que ficou tetraplégico e sua história foi parar na internet e em programas de televisão. Uma fã criou a página virtual “Ajuda ao leão Ariel”, que teve mais de 15 mil seguidores e arrecadava fundos para custear as despesas no tratamento do leão – que morreu em julho de 2011.

 

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Marcos Drummond
Não dá para segurar: já procuraram na Receita Federal? | Denuncie |

Autor: sebastião costa
Esse bicho, é muitíssimo perigoso todos os anos em 30 de abril. Se pelo menos tivéssemos um governo honesto em reajustar corretamente, a comida seria menos. | Denuncie |

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