Polícia apreende documentos sobre ditadura na casa de coronel morto no Rio

Durante cumprimento de mandato de busca e apreensão, foram apreendidos computadores e papeis que podem ajudar a esclarecer crimes cometidos durante a ditadura

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postado em 28/04/2014 22:39

Agência Brasil

Equipes da Polícia Civil do Rio em conjunto com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro cumpriram nesta segunda-feira (28) mandado de busca e apreensão na casa do coronel reformado do Exército Paulo Malhães, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O militar, que admitiu ter participado de atos de tortura na ditadura militar, foi morto na última sexta-feira (25), em seu sítio na zona rural de Nova Iguaçu.

Foram apreendidos três computadores, mídias digitais, agendas e documentos do período da ditadura. No último sábado (26), o juiz federal Anderson Santos da Silva autorizou a apreensão de documentos e mais provas na casa do militar que possam contribuir para o esclarecimento de crimes cometidos na ditadura militar.

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, no final de março, Malhães revelou que agentes do Centro de Informações do Exército mutilavam corpos de vítimas da ditadura militar assassinadas na Casa da Morte, em Petrópolis, arrancando as arcadas dentárias e as pontas dos dedos para impedir a identificação, caso encontrados. Ele também deu sua versão sobre operação do Exército para o desaparecimento dos restos mortais do deputado federal Rubens Paiva.

Sobre a morte do militar, a polícia informou que três homens invadiram a casa do coronel, amarraram a mulher dele e o caseiro, e procuraram armas. Durante a ação dos criminosos, o militar foi morto. O caso está sendo investigado.
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