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Meninas achadas no Rio Tietê foram estupradas e mortas Comerciante acusado do crime está preso depois de confessar e duas testemunhas estão protegidas pela polícia para evitar linchamento

Agência Estado

Publicação: 28/04/2014 15:19 Atualização: 28/04/2014 15:40

A Polícia Civil de Andradina (SP) concluiu que as adolescentes Yara Barbosa, 14 anos, e Jhenifer Naiara da Silva, 13, foram estupradas, amarradas e jogadas de cima de uma ponte para morrerem afogadas no Rio Tietê, na noite de 12 de abril deste ano. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que as meninas foram estupradas e mortas por afogamento.

Segundo o delegado Tadeu Aparecido Coelho, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Andradina, o crime foi praticado pelo vendedor Edson Francisco de Souza, 38 anos, que confessou o crime em depoimento de quatro horas, após ser preso na cidade de Cianorte (PR), para onde tinha fugido e tentado se matar tomando veneno para ratos.

De acordo com o delegado, Souza deu carona para as meninas em Andradina, cidade onde moravam, e as levou até a ponte sobre Rio Tietê, em Pereira Barreto, a cerca de 50 quilômetros de distância, onde praticou os crimes em duas etapas. "Ele disse que, primeiro, saiu do carro com Yara para manter relações sexuais com ela e depois disso, amarrou as mãos da moça para trás com uma meia e a jogou de cima da ponte", disse o delegado. A moça teria resistido e gritado por socorro, mas não teve forças para escapar.

Após jogar Yara no rio, Souza atraiu Jhenifer, que ouvia músicas dentro carro, e a levou ao parapeito da ponte, dizendo que a amiga estava nadando. Foi quando, à força, despiu a garota, a estuprou, e a amarrou com os braços para trás, jogando-a, em seguida, no rio. Jhenifer, segundo o delegado, deu chutes e cabeçadas para tentar se defender.

O delegado disse que Souza tinha passagens por estelionato e não conhecia as duas adolescentes, mas conseguiu enganá-las com promessas de presentes, como joias e celulares. "Num primeiro momento, as meninas não aceitaram a carona, mas depois, na esquina adiante, elas acabaram entrando no carro. pois estava chovendo", explicou o delegado. Segundo ele, a polícia agora vai marcar reconstituição e concluir a apuração do caso, cujo prazo do inquérito termina em nove dias.

Linchamento


A equipe da DIG contou com a ajuda da mulher do acusado, Thais Alves de Souza, que serviu como testemunha, e do dono do carro usado no crime, uma Eco Sport, que tinha vendido o veículo a Souza e o recuperou após ter recebido o pagamento com cheques sem fundos.

Na manhã desta segunda-feira, 28, enquanto o delegado Coelho atendia à imprensa, a entrada da delegacia estava tomada por uma multidão, que esperava a chegada de Souza para "fazer justiça". Por questões de segurança, a polícia não vai transferi-lo para Andradina, temendo que ele possa ser linchado.

No domingo, manifestantes saquearam e depredaram casa de Thais, que teve de sair da cidade. No sábado, a PM agiu para controlar que manifestantes, numa passeata, depredassem a loja do dono da Eco Sport, que na sexta-feira já tinha abandonado e escondido na delegacia para se proteger de vândalos que tentavam linchá-lo.
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