15°/ 31°
Belo Horizonte,
28/AGO/2014
  • (3) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Coronel Malhães é enterrado em Nova Iguaçu, polícia investiga causa da morte

Agência Brasil

Publicação: 26/04/2014 18:01 Atualização: 26/04/2014 18:23

Paulo Malhães recentemente confirmou em comissão ter torturado e assassinado presos políticos (Comissão Nacional da Verdade/Divulgação)
Paulo Malhães recentemente confirmou em comissão ter torturado e assassinado presos políticos

Menos de 50 pessoas compareceram ao enterro do coronel da reserva do Exército Paulo Malhães, na tarde deste sábado, 26, no cemitério municipal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A Guia de Sepultamento de Malhães aponta como causa da morte "edema pulmonar, isquemia do miocárdio, miocardiopatia hipertrófica e evolução de estado mórbido (doença)". A Polícia Civil investiga a possibilidade de a morte ter sido provocada por asfixia, causada por três assaltantes que invadiram o sítio onde o militar morava, em Marpicu na zona rural do município, na Baixada Fluminense.

Mais velha dos cinco filhos do coronel, Karla Malhães, afirmou que o pai tinha alguns problemas de saúde e inclusive era hipertenso "o que é normal para a idade", destacou. Na última quinta-feira, 24, quando foi encontrado no sítio em que morava com a mulher Cristina Batista Malhães, o corpo de Malhães estava de bruços, com o rosto contra o travesseiro e apresentava sinais de cianose, característicos de sufocamento. Há um mês, Malhães deu depoimentos nas Comissões da Verdade Nacional e do Rio, nos quais assumiu ter torturado, assassinado e sumido com corpos de opositores da ditadura militar.

Karla disse que a família não tem acompanhado o andamento das investigações conduzidas pelo delegado adjunto da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) Fábio Salvadoretti. As principais linhas de investigação são homicídio por vingança e latrocínio (roubo seguido de morte). A hipótese de que a motivação da morte tenha sido as declarações do coronel à Comissão da Verdade, em abril, não foi descartada.

"Não pensamos em nada disso (investigação). Isso é com a polícia. Estamos nos despedindo de nosso pai". Ela disse que os filhos não sabiam do papel exercido pelo pai durante a ditadura. "Para nós ele era apenas pai. E um bom pai. Para vocês, era um coronel da ditadura. É tudo muito doloroso", acrescentou a filha.

Irmão mais novo de Karla, Paulo Malhães Junior afirmou que o pai nunca falou sobre possíveis ameaças. "(Ele) não chegou a comentar nada. Não sabemos de nada. Estamos tão perdidos quanto vocês (sobre as motivações do assassinato)". O bairro de Marapicu, onde o coronel morava, é considerado área de risco porque é disputado por várias facções criminosas.

Tags:

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Alberto Haas
queima de arquivo da pesada(2). Mas quem "queimou" o arquivo? Os colegas ou a tchurma da esquerdinha caviar? | Denuncie |

Autor: dias dias
Na entrevista do Coronel ele enfatiza fotografia em preto e branco e acusa a CV de revanchista ! O Coronel sabia mais dos crimes dos terroristas que dos militares ! Contou dois casos de tortura dos comunistas estarrecedores durante o depoimento ! Aí calaram ele ! | Denuncie |

Autor: Leo Shikida
queima de arquivo da pesada | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Envie sua história efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.