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Osasco: moradores têm dificuldade de ir ao trabalho após incêndio em 34 ônibus

Agência Brasil

Publicação: 22/04/2014 14:52 Atualização: 22/04/2014 16:40


Pelo menos 20 mil pessoas tiveram dificuldades para se deslocar na manhã desta segunda-feira (22) em Osasco em razão dos 34 ônibus da Viação Urubupungá que foram incendiados durante a madrugada. A estimativa foi feita pela própria empresa. A operação deve ser normalizada somente nesta quarta-feira (23). O gerente-geral da Urubupungá, Miguel Albuquerque, espera que 95% da frota necessária para atender o município esteja disponível a partir das 14h de hoje, quando os moradores já começam a retornar para casa após o trabalho. Ao todo, 179 ônibus da empresa circulam na cidade. Diariamente, 140 mil passageiros são transportados pela empresa na Grande São Paulo.

Os ônibus foram incendiados por um grupo de seis a oito homens, segundo a empresa, que rendeu quatro funcionários, sendo dois seguranças e dois manobristas, que estavam na garagem. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as chamas começaram por volta da 1h da madrugada. No pátio estavam 44 veículos, mas dez deles foram retirados pelos funcionários e não tiveram danos. Testemunhas relataram à polícia que um dos funcionários foi obrigado a ficar dentro do veículo enquanto o combustível era jogado. Somente após atear fogo é que ele foi liberado, mas saiu ferido no braço.

Além dos carros incendiados na garagem, um dos veículos foi atacado na Rua João Ventura dos Santos, mas ficou parcialmente danificado. Com isso, o total de ônibus retirados de circulação chegou a 35. O caso foi registrado no 10º Distrito Policial. Entre as linhas de investigações da Polícia Civil, o ataque pode ter sido provocado em retaliação à morte de um homem na noite de segunda-feira (21).

O maquiador Glauber Alves Pereira, 25 anos, foi uma das pessoas a lotar as paradas de ônibus da Avenida Getúlio Vargas, nas proximidades da garagem atacada, durante esta manhã. “Estou desde as 7h30 no ponto. Fui esperar mais lá em cima, mas os ônibus estavam lotados. Mudei de parada porque aqui tem mais opção, mas já são 9h e não consigo sair daqui”, relatou. A maior parte das reclamações eram de moradores que queriam se deslocar ao centro de Osasco. “Já estou aqui há mais de uma hora. Normalmente, não demora cinco minutos para pegar um ônibus”, apontou a auxiliar administrativo Gilvânia Fernandes, 25 anos.

Parte dos ônibus incendiados foram repostos com os veículos reservas, com deficit de 26 coletivos. “Montamos uma força tarefa, com veículos emprestados de empresas parceiras, iremos colocar quase essa totalidade na rua”, destacou o gerente-geral da Urubupungá. Ele informou que a empresa está pedindo também autorização para a prefeitura para que sejam trazidos ônibus de outros municípios. “Mas tem uma série de mudanças que são necessárias para isso, como o sistema de arrecadação. Temos que trocar o validador”, explicou.

Miguel Albuquerque informou que a empresa está apurando a informação de que um funcionário inalou fumaça durante o ataque. “Estão todos muito abalados. Eles foram dispensados e serão acompanhados por psicólogos e pela equipe de assistentes social”, apontou. Ele estima que houve um prejuízo de pelo menos R$ 10 milhões para a empresa. Os ônibus que foram danificados parcialmente já estão sendo reparados na própria garagem.

O gerente destacou que, desde 2006, entre as empresas do grupo NSO, além da Urubupungá, pela Cidade Caieiras, Santa Brígida e Urubupungá Turismo, foram mais de 100 veículos incendiados.
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