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Provedor da Santa Casa de São Paulo é reeleito

Agência Estado

Publicação: 16/04/2014 21:07 Atualização:

São Paulo, 16 - O advogado Kalil Rocha Abdalla foi reeleito para o cargo de provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo na tarde desta quarta-feira, 16. Ele venceu o médico José Luiz Setúbal, de 57 anos, por um placar de 192 votos a 155. A eleição foi considerada a mais acirrada da história da instituição, que tradicionalmente não conta com chapas de oposição.

Há seis anos no cargo, Kalil conseguiu se eleger para mais um mandato de três anos, seu último, pois apenas duas reeleições são permitidas. "Vamos continuar trabalhando para diminuir o nosso passivo, mas a verdade é que ele pode até aumentar. A nossa prioridade é atender a população", afirmou Kalil logo após a confirmação de sua vitória.

A dívida de R$ 350 milhões da instituição - com juros mensais de R$ 3 milhões - foi o centro do debate eleitoral. Setúbal, que é presidente do Hospital Infantil Sabará, candidatou-se ao cargo prometendo uma gestão mais transparente e com foco na saúde financeira da instituição. "Hoje temos uma despesa maior do que a receita. Se não mudar, a dívida vai continuar aumentando. Sou um democrata e respeito o resultado da eleição, mas espero transparência", disse ele após a derrota.

Para sanar as dívidas, Kalil afirmou já ter um plano. "Queremos transferir o passivo para o BNDES, que nos daria uma carência, para evitar o desembolso dos juros. Assim facilmente suportaríamos a dívida. Pedimos que a Presidência da República, que já deu tanto dinheiro para a África e para Cuba, nos ajude."

Considerado o maior hospital filantrópico da América Latina, a Santa Casa tem aproximadamente 2 mil leitos e quase 13 mil colaboradores. Oito mil pessoas são atendidas diariamente na instituição.

Bastidores. Logo após a votação, que foi até as 16h de ontem, teve início a apuração dos votos, comandada pelo presidente da assembleia-geral da Irmandade, José Mansur.

Apesar do pedido de um dos presentes para que a contagem tivesse "mais emoção", Mansur optou por primeiro separar as votos de cada um dos candidatos para depois contá-los Quando foi contabilizado o 174.º voto de Kalil, o que indicava que ele não poderia ser alcançado pelo adversário, houve gritaria e palmas. "Por favor, vamos terminar a apuração", teve de pedir Mansur.

Kalil saiu antes do final da contagem. Na sua sala, chorou antes de dar a primeira entrevista já como provedor reeleito. Ao final da apuração, Setúbal fez um discurso com voz embargada aos seus apoiadores em que disse não ter "estômago para aguentar o que viu nessa campanha". Após a cerimônia de posse,Mansur minimizou a comemoração antes do final da contagem dos votos. "É normal, o pessoal coloca para fora seus sentimentos."

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