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Apesar de acordo, operários do Parque Olímpico do Rio não voltaram ao trabalho Sindicato e consórcio se desentendem para explicar quem foi que deu a ordem de paralização

Agência Brasil

Publicação: 16/04/2014 17:32 Atualização: 16/04/2014 17:46

Os trabalhadores do Parque Olímpico Rio 2016, em Jacarepaguá, que estão em greve desde o dia 3 deste mês, não trabalharam nesta quarta-feira (16), apesar do acordo firmado na tarde de terça-feira (15), em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ). De manhã, centenas de operários fizeram um protesto na porta do canteiro de obras e chegaram a interditar a Avenida Embaixador Abelardo Bueno, importante via da região, por alguns minutos.

De acordo com o Consórcio Rio Mais, formado pelas construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken, responsável pela construção de parte do parque, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Município do Rio de Janeiro (Sintraconst-Rio) orientou os trabalhadores a interromper as atividades. Segundo o consórcio, na audiência de ontem, da qual participaram representantes do sindicato e de trabalhadores, ficou acordado que o benefício de alimentação seria reajustado, retroativamente a março, para R$ 200 mensais, caso os trabalhadores voltassem ao trabalho. A Rio Mais reafirmou que já cumpre a convenção coletiva de trabalho firmada em 25 de março, que estabelece reajustes salariais escalonados de 9% a 10%, dependendo da função.

O Sintraconst negou que tenha convencido operários a paralisar os trabalhos e alegou que um engenheiro da obra mandou os funcionários embora, dizendo que os cantineiros haviam sido liberados e que não haveria almoço. A assessoria do sindicato informou que o ato de protesto desta manhã foi contra o fato dos trabalhadores terem sido impedidos de trabalhar.

Na semana passada o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que aumentaria o controle sobre a organização dos Jogos, os devido a atrasos e problemas nos preparativos da cidade.
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