Menino encontrado morto no RS é sepultado em Santa Maria

Corpo foi enterrado ao lado da mãe, que morreu em 2010. Apenas o lado materno da família compareceu

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postado em 16/04/2014 14:19 / atualizado em 16/04/2014 15:12

Agência Estado


Divulgação / Polícia Militar - RS
O menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, encontrado morto em um matagal em Frederico Westphalen, norte do Rio Grande do Sul, foi sepultado na manhã desta quarta-feira, 16, no cemitério de Santa Maria, região central do Estado. O enterro foi acompanhado por seus familiares do lado materno. A avó do garoto, Jussara Uglione, de 73 anos, não acompanhou a cerimônia. Em estado de choque, ela foi hospitalizada e permanece em observação.

Segundo as investigações policiais, o garoto teria sido morto com uma injeção letal aplicada pela madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini. A informação foi dada pela assistente social Edelvânia Wirganovicz, que teria auxiliado Graciele a enterrar o corpo em um matagal nas proximidades de Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três passos, onde o menino morava com o pai e a madrasta.

Caso

O sumiço de Bernardo foi comunicado à polícia pelo pai, o médico Leandro Boldrini, de 38 anos, no domingo, 6 de abril, quando ele teria percebido que o menino não voltava depois de passar o fim de semana na casa de vizinhos. Pelos dez dias seguintes os moradores da cidade de 24 mil habitantes, localizada a 470 quilômetros de Porto Alegre, se mobilizaram em campanhas pela localização do garoto.

A investigação policial encontrou contradições entre os depoimentos dos familiares e descobriu que, em 4 de abril, dia em que Bernardo teria saído de casa, a madrasta foi multada por excesso de velocidade em uma viagem a Frederico Westphalen. Policiais rodoviários informaram que a criança estava no automóvel na ocasião.

Posteriormente, a polícia localizou Edelvânia, amiga da madrasta, que, depois de algumas negativas, teria indicado a localização do corpo.

Na noite de segunda-feira, os policiais encontraram o menino morto, enterrado em um saco de plástico em um matagal próximo de um riacho em Frederico Westphalen. Também cumpriram mandados de prisão temporária contra o médico, a madrasta e a amiga da madrasta, que foram levados a presídios de outras cidades por razões de segurança.
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