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Secretário de segurança de SP manda apurar vídeo com feridos pela PM agonizando Caso as investigações apontem participação de policiais militares, a PM promete punição aos responsáveis

Agência Estado

Publicação: 16/04/2014 10:01 Atualização: 16/04/2014 10:24

Circula pela internet um vídeo que mostra três homens agonizando e sangrando após serem baleados por policiais militares em São Paulo. Suspeita-se que foram PMs que filmaram e depois postaram as imagens nas redes sociais. A Secretaria da Segurança Pública determinou que a PM apure as circunstâncias da ocorrência e a responsabilidade pela postagem. Segundo a PM, a Corregedoria já está investigando o caso.

A cena foi filmada após uma tentativa de assalto na manhã do último dia 8, na Vila Curuçá, zona leste de São Paulo. No vídeo, é possível ver uma calça cinza e um coturno preto, como o uniforme da PM. Ao fundo, além do som do rádio da polícia, alguém diz: "Vai ficar famoso, ladrão, morrendo". O baleado chega a murmurar "meus filhos". Depois, outra pessoa fala: "Vai demorar aí, c., pra morrer". Segundo a secretaria, os três homens foram abordados em um Fiat Uno preto depois que um caminhoneiro denunciou que tinha sofrido uma tentativa de assalto. Houve perseguição e o veículo dos suspeitos acabou batendo na viatura.

Os policiais atiraram no carro, porque, segundo eles, um dos acusados apontou uma arma. Os três ocupantes do carro foram hospitalizados, mas um deles não resistiu. Outro está preso e o terceiro permanece internado com vigia policial.

NA REDE
O vídeo e 21 fotos da ocorrência foram divulgados em uma página no Facebook intitulada "Policiais do Estado de São Paulo", que não é oficial. O perfil tem quase 20 mil fãs e o vídeo ganhou elogios e críticas na rede social.

Em nota, a pasta afirmou que o próprio secretário da Segurança, Fernando Grella Vieira, pediu as investigações. "A Polícia Militar não compactua com o desvio de conduta de seus policiais", diz a nota. O comando da PM reforçou que o perfil não é oficial da instituição. "Por esse motivo, já está em curso uma investigação sobre o perfil, seu conteúdo e administradores", afirma a nota.
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