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Rio: moradores dizem que não puderam retirar pertences em desocupação Invasores estão revoltados com atitude da polícia de passar trator por cima dos barracos

Agência Estado

Publicação: 11/04/2014 14:49 Atualização: 11/04/2014 15:17

Moradores reclamam da truculência da polícia em desocupação de favela (Vladimir Platonow /Agência Brasil)
Moradores reclamam da truculência da polícia em desocupação de favela

Na porta da 25ª Delegacia de Polícia (Engenho Novo, na zona norte do Rio), moradoras da Favela da Telerj reclamaram da truculência da Polícia Militar durante a reintegração de posse do terreno, que pertence a empresa de telefonia Oi. Ao contrário do que foi dito pelo porta-voz da PM, tenente-coronel Cláudio Costa, elas disseram que não tiveram tempo hábil para retirar os pertences dos barracos de madeira e papelão erguidos dentro do prédio e no entorno do terreno.

"Não deu tempo de tirar nada porque eles (agentes que participaram da reintegração) chegaram com trator. Perdi tudo", afirmou Maria de Lourdes, de 60 anos. Ela disse que estava na ocupação desde o início, em 31 de março. Tratores e retroescavadeiras foram usados para derrubar os barracos montados na parte externa do terreno e demolir os muros na parte de trás da área para facilitar a entrada dos bombeiros para combater focos de incêndio. "Minha filha está grávida, tem uma criança pequena e não pôde tirar nada".

Na porta da delegacia, ela aguardava que o filho de 15 anos fosse liberado. O adolescente foi preso porque estava dentro de um supermercado que foi saqueado. Nada foi apreendido com o jovem que prestou depoimento e foi liberado. "Um monte de gente fugiu com o carrinho cheio (de produtos roubados) e eles não prenderam ninguém, só as crianças". Pelo menos 26 pessoas foram detidas, incluindo cerca de seis menores de idade. Dois homens foram presos em flagrante levando carrinhos com chocolate, bebidas alcoólicas e energéticos.

Lesão

Autuado por lesão corporal leve por supostamente ter jogado uma pedra em um policial durante a reintegração de posse, Esteban Crescente, estudante de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e militante do Movimento de Lutas dos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), não confirmou nem negou a acusação. Questionado se havia cometido a infração ele afirmou que "a polícia disse que eu joguei a pedra (contra o policial)". "A polícia, mais uma vez, agiu com truculência e violência contra quem só queria ter onde morar. E, mais uma vez tentou criar provas". Depois de prestar depoimento na 25o DP, ele assinou um termo circunstanciado e foi liberado.
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Esta matéria tem: (6) comentários

Autor: Marco Pereira
CIDADE MARAVILHOSA...CHEIA DE ENCANTOS MIL...CORRETO A LETRA DA MÚSICA. Só que a cidades seriam Roma, Paris, Berlim, Londres...Madri, Barcelona...Ah e o Rio? cidade se tornou horrorosa...em todos os sentidos. | Denuncie |

Autor: FRANCISCO MIGUEL CUNHA
Impressionante!!!!Tudo que acontece no Brasil é culpa da polícia.Vão te catar,cambada de vagabundos!!! | Denuncie |

Autor: Marcio Correa Filho
Se não tivessem cometido o crime de invasão não estariam passando por isso! | Denuncie |

Autor: SERGIO DOURADO
E os grandes grileiros de terra na Amazônia ganham é anistia de multa e tudo mais... Esse país é de uma elite podre,metida com todo tipo de desvio,cobra altíssimos impostos e só roubam do povo q qdo protesta é tratado como,aí sim,quadrilha,terrorista,criminosos e por aí vai...Passaporte já e FODAS!! | Denuncie |

Autor: SERGIO DOURADO
Pobre,preto e puta sofrem nesse país da impunidade pra os de colarinho branco e meio pé de chinelo aí...Moradia digna é algo q está na Constituição e essas quadrilhas no poder dão a alma pra o diabo mas n cuidam do povo... | Denuncie |

Autor: Teo Fernandes
O Brasil está virando um grande país de gente preguiçosa e desocupadas. Aposto que foram intimados antecipadamente para desocupar do que não era seus. | Denuncie |

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