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Prédios, viatura e ônibus são incendiados em reintegração de posse no Rio Ocupação ocorreu no dia 31 de março, cinco mil pessoas estavam no terreno; 1600 policiais participam da ação
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Estado de Minas

Publicação: 11/04/2014 08:19 Atualização: 11/04/2014 14:26

Policial carrega arma de fogo durante desocupação de prédio no Engenho Novo (Vladimir Platonow/Agência Brasil)
Policial carrega arma de fogo durante desocupação de prédio no Engenho Novo

Quarenta oficiais de Justiça e pelo menos 1600 policiais militares participam da desocupação de quatro prédios da operadora de telefonia Oi, ocupado desde a madrugada de 31 de março por cerca de 5 mil pessoas, no Engenho Novo, zona norte do Rio. A operação começou por volta das 5h e foi marcada por confronto entre os PMs e parte dos moradores, que resistiram atirando pedras nos policiais - alguns dos invasores, inicialmente, saíram pacificamente. Um carro da Polícia Militar (PM), três ônibus, dois caminhões e os quatro prédios abandonados pela companhia telefônica Oi no Engenho Novo (zona norte carioca) foram incendiados.

Policiais da tropa de choque e equipes do corpo de bombeiros seguem para o local para reforçar a operação e combater os incêndios. Um caminhão do exército chegou ao local. Moradores relatam que crianças foram hospitalizadas por problemas provocados por spray de pimenta e gás lacrimogêneo. Muitos dos ocupantes são moradores das comunidades próximas e os confrontos se espalharam pela região.


Os policiais jogaram bombas de efeito moral, mas não conseguem entrar no terreno de 50 mil metros quadrados. Sai fumaça negra dos edifícios em ruínas, possivelmente por causa de fogo ateado pelos próprios ocupantes. A ação policial cumpre decisão da juíza da 6ª Vara Cível da Comarca Regional do Méier, Maria Aparecida Silveira de Abreu, que deferiu liminar para reintegração de posse do imóvel.

Após uma das lideranças dos manifestantes ser presa, o confronto se acirrou e os policiais usam bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para controlar a situação. Um repórter do jornal O Globo foi detido e demais repórteres e fotógrafos que fazem a cobertura foram agredidos fisicamente e verbalmente.

Homens da tropa de Choque da PM estão usando balas de borracha para tentar afastar os manifestantes. Um carro de uma emissora de televisão também foi parcialmente destruído a pedradas. No interior do prédio, que fica na Rua 2 de Maio e está abandonado há mais de dez anos, homens do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), estão usando retroescavadeiras para destruir os barracos feitos pelos invasores, com tábuas de compensado.

Helicóptero participa de operação  (Vladimir Platonow/Agência Brasil)
Helicóptero participa de operação
O policiamento conta com reforço do Batalhão de Choque, guarda municipal e três helicópteros, além de uma retroescavadeira, utilizada para desobstruir a rua.

No início da manhã, uma retroescavadeira iniciou a derrubada dos casebres de madeira e papelão erguidos às pressas pelos invasores. Há dois dias, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) definiu a ocupação do terreno como "uma invasão profissional".

A PM conta também com dois helicópteros para dar apoio à ação da tropa. As ruas 2 de Maio, Souza Barros e Baronesa do Engenho Novo estão interditadas ao tráfego. O local conhecido como Buraco do Padre, também no Engenho Novo, foi fechado ao tráfego. Os motoristas devem evitar a região. Há reflexos no trânsito, até bem distante do local, porque os motoristas são obrigados a desviar para chegar ao centro da cidade. A Rua Ana Néri, no Jacaré, e a Avenida Marechal Rondon, uma das principais ligações em direção ao centro, estão com o tráfego completamente congestionado.

O repórter Bruno Amorim, do jornal O Globo, foi detido por policiais militares enquanto cobria a desocupação do prédio da companhia telefônica Oi, na Rua Dois de Maio, no bairro do Engenho Novo, zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 11.

"Era cerca de 8h30 e eu estava no meio da confusão quando vi um policial e um manifestante de camisa vermelha trocando socos. Puxei o celular da empresa para tirar fotos. Foi quando um outro policial me deteve, alegando que eu estava 'tacando' pedras. Me deu uma chave de braço e me feriu. Jogou meu celular no chão. Como eu poderia jogar pedra se numa mão eu segurava o celular e na outra o bloco de anotações? Eu estava apenas cumprindo meu dever de reportar o que estava acontecendo. Fui detido de forma arbitrária", disse o jornalista.

"Não conheço favela nenhuma da Telerj e, sim, uma invasão com todas as características que uma invasão profissional pode ter. É um movimento organizado, com pessoas que estão ali loteando, demarcando. Pobre que é pobre, que precisa de casa, não fica demarcando, não aparece com madeirites marcando número", afirmou Paes.

Para tentar controlar a situação, a PM cercou todo o entorno da Rua 2 de Maio, e todos estão a uma distância de mais de 1.000 metros do ponto de desocupação. No terreno, há famílias formadas por marido e mulher e até oito filhos. Há muitas crianças e idosos em cadeiras de rodas que tiveram de ser retirados às pressas devido à grande quantidade de fumaça que sai da parte alta do prédio. Uma mulher grávida, prestes a dar à luz, e uma senhora foram levadas para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Rua Souza Barros.





Com agências
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Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: SERGIO DOURADO
Pelas imagens e fotos foi tranquila sim:mas pra os magistrados q permitiram isso e pra os pilantras q pediram essa vergonha... CADÊ CASA PRA O POVO? DESVIOS BILIONÁRIOS AÍ TEM,MAS PRA MORADIA NÃO,NÉ!? CALHORDAS PODRES! | Denuncie |

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