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MPF-GO denuncia professor acusado de usar diploma falso

Agência Estado

Publicação: 08/04/2014 19:07 Atualização:

Goiânia, 08 - Um professor universitário que recebeu mais de R$ 60 mil reais em salários pagos com base no título de doutor que ele apresentava, e que era falso, foi denunciado pelo Ministério Público Federal em Goiás. Dnilson Carlos Dias era professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), quando, segundo a denúncia, usou um título falso de doutor para conquistar promoção na carreira funcional. A fraude durou quase dois anos.

O MPF quer a condenação por estelionato, com pena de reclusão de um a cinco anos, e a devolução do montante que foi pago para ele no total de aproximadamente R$ 67 mil.

Dnilson já foi demitido pela UFG, que descobriu a fraude por meio de um processo disciplinar. Nesta terça-feira, 08, o professor não foi localizado pela reportagem e não retornou o recado para comentar o assunto.

O MPF também ajuizou contra ele uma ação de improbidade administrativa. As investigações comprovaram que em dezembro de 2009, quando ainda professor assistente nível I, Dnilson requereu à Reitoria da UFG uma progressão vertical na carreira, que funciona como promoção. Ele então passou para a classe de Adjunto nível I, que tem um salário mais alto.

De acordo com a denúncia divulgada nesta terça, ele conseguiu isto usando uma declaração supostamente emitida pelo Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa. A declaração atestava que Dnilson havia defendido a tese intitulada "Retornos Sociais e Privados à Educação no Brasil: Uma Perspectiva Econométrica" e obtido aprovação. Desse modo, conseguiu o título de Doutor com parecer favorável da Comissão Permanente de Pessoal Docente da UFG.

A investigação mostrou que, ao formular o requerimento, o professor ainda estava cursando o doutorado "e não havia sequer depositado, tampouco apresentado sua tese". Ao analisar a declaração de apresentação e aprovação da tese, o MPF apurou que ela não era autêntica e que até o histórico escolar que Dnilson apresentou tinha sido adulterado com a inclusão de informações falsas quanto à sua data de emissão e às anotações a respeito da defesa da tese.

Segundo o autor da denúncia, o procurador da República Helio Telho Corrêa Filho, a pena por estelionato, no caso do crime cometido contra a UFG, entidade pública, pode ser aumentada em um terço. Cabe à Justiça Federal acolher ou não a denúncia.

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