Sem-teto invadem quatro prédios no centro da capital

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postado em 07/04/2014 09:31

Agência Estado

São Paulo, 07 - Pelo menos quatro prédios desocupados foram invadidos no domingo, 6, pelo movimento sem-teto na região central de São Paulo. Organizadas pela Frente de Luta por Moradia (FLM), as ocupações começaram na madrugada de ontem, na Rua Libero Badaró, altura do número 90, e na Avenida Mercúrio, próximo do Mercado Municipal.

Às 7h46, a PM registrou outra ocorrência na Rua do Ouvidor. Às 14h, houve entrada de outros sem-teto em um prédio na Rua Xavier de Toledo. Outro edifício também teria sido invadido na Rua São Francisco, na Sé, de acordo com a FLM, mas a Polícia Militar não confirmou.

Segundo a polícia, não houve confronto com os ativistas, mas alguns deles foram levados à delegacia para averiguação. A frente calcula que 500 pessoas participaram dessas invasões.

As ocupações foram promovidas por diferentes grupos que fazem parte da FLM, entre eles o Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC), coletivo Terra de Nossa Gente e Movimento Sem-Teto para a Reforma Urbana (MSTRU).

Segundo a FLM, as ocupações são uma forma de pressão antes da primeira votação do novo Plano Diretor, que deve acontecer nesta semana na Câmara Municipal. Os sem-teto querem obter a aprovação de um número maior de Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), para assentamento de pessoas de baixa renda. O temor dos ativistas é que o mercado imobiliário impeça os avanços previstos no projeto de lei.

"Além disso, estamos cobrando a desapropriação de dois edifícios no centro que já estão com o decreto de interesse social, mas que estão esperando a prefeitura fazer o depósito do valor da desapropriação", diz Heloísa Soares, membro da coordenação executiva da FLM. Os prédios em questão estão localizados na Rua Mauá e na Avenida Prestes Maia.

A Secretaria Municipal da Habitação disse manter o diálogo com os movimentos. De acordo com a pasta, a Prefeitura já mapeou 49 prédios ocupados no centro. Cinco deles foram adquiridos pela secretaria para habitação de interesse social e os outros estão em estudo de viabilidade. A pasta disse que "as ocupações prejudicam a política habitacional, que prevê a construção de 55 mil moradias até 2016".

As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo.
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