Cheia leva governo a decretar calamidade em Rondônia

Estado estende permanência de tropas da Força Nacional e autoriza a contratação de serviços emergenciais sem licitação

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 04/04/2014 16:37 / atualizado em 04/04/2014 18:04

Agência Estado

Medeiros/Divulgação/Prefeitura de Porto Velho
O governador de Rondônia, Confúcio Aires Moura (PMDB), decretou estado de calamidade pública devido à cheia do Rio Madeira que atinge a capital, Porto Velho, e pelo menos outros seis municípios no norte do Estado. O decreto, publicado nesta sexta-feira, 04, autoriza o governo a contratar serviços emergenciais com dispensa de licitação e convocar voluntários para frentes de trabalho nos cenários de desastres. O nível do Rio Madeira estava em 19,58 em Porto Velho - a prefeitura da capital já havia decretado estado de calamidade pública em março.

De acordo com novos números da Defesa Civil, 25 mil pessoas foram atingidas pela cheia no Estado. Pelo menos cinco mil estão desalojadas ou desabrigadas. O governo federal já liberou R$ 1,7 milhão para restabelecer serviços essenciais, como abastecimento de água e energia. Várias rodovias da região estão interditadas ou com trânsito precário. A BR-364, única ligação com o Estado do Acre, está encoberta pelas águas. A forte correnteza dificulta a navegação das balsas, que se converteram no principal meio de transporte.

Homens da Força Nacional de Segurança devem permanecer mais 60 dias em ações de defesa civil e segurança nas áreas atingidas pela cheia do Madeira. O novo prazo foi estabelecido em portaria do Ministério da Justiça, publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União. As tropas ajudam no controle e segurança das rodovias e no resgate e transferência de famílias que estão ilhadas. Por causa das inundações, surgem casos de leptospirose, dengue e acidentes com cobras. Dois casos suspeitos de cólera ainda aguardam confirmação.
Tags:
Comentários O comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.