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Impasse pode atrasar construção de hospital em SP

Agência Estado

Publicação: 04/04/2014 10:19 Atualização:

São Paulo, 04 - Um impasse entre a Prefeitura e o Metrô de São Paulo pode atrasar o início das obras de um hospital público na zona norte da capital paulista. Prevista para começar em agosto, a construção do Hospital da Brasilândia - um dos três que a gestão Fernando Haddad (PT) quer entregar até 2016 - ainda depende de um acordo com a empresa de transporte sobre trilhos do governo do Estado, comandado por Geraldo Alckmin (PSDB).

Tudo gira em torno do terreno onde o equipamento de saúde será erguido, na Estrada do Sabão, no Jardim Maristela. O mesmo espaço, que pertence ao município, também foi destinado para a futura Estação Vila Cardoso, da Linha 6-Laranja do Metrô - a primeira totalmente construída e operada pela iniciativa privada, por concessão. As desapropriações para a escavação do ramal metroviário estão previstas para este semestre.

"Nós vamos ter que compatibilizar os dois projetos. Queremos o metrô, mas também queremos o hospital", disse Haddad nessa quinta-feira, 3, em evento sobre o programa de metas da Prefeitura, no centro. "Eles (o Metrô) não vão precisar do terreno inteiro, então acho que dá para fazer um acordo." Atualmente, funcionam na área um sacolão municipal e um clube escola, onde existem quadras de futebol.

Segundo o prefeito, o projeto do Hospital da Brasilândia deve ficar pronto nas próximas semanas, ainda em abril. Caso o Metrô não seja um "obstáculo", a licitação sai logo em seguida. O empreendimento será custeado por meio de um convênio com o Ministério da Saúde, por meio de recursos oriundos do Orçamento Geral da União.

Os outros dois hospitais que Haddad quer erguer em seu mandato ficam em Parelheiros, na zona sul, e na Vila Matilde, na leste. O primeiro está em fase mais avançada, já em fase de desapropriação.

Já a Linha 6-Laranja do Metrô está prevista para abrir parcialmente em 2018. O consórcio vencedor para tocar o empreendimento, que custará R$ 9,6 bilhões, é o Move São Paulo, formado por Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC Participações e Fundo Eco Realty, que irá administrar a Linha 6 por 19 anos após a sua entrega total, até a Estação São Joaquim, prevista para 2020. As desapropriações serão pagas com recursos do governo, mas feitas pela iniciativa privada. Ao todo, a Linha 6 transportará 633 mil passageiros por dia útil, em média.

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