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Avião que vinha de Petrolina faz pouso de barriga no aeroporto de Brasília Fokker 100 MK-28 da companhia aérea Avianca, mesmo com problemas mecânicos, faz aterrissagem. nenhum passageiro ou tripulante ficou ferido

Estado de Minas

Publicação: 28/03/2014 23:35 Atualização:

Brasília – Um avião Fokker-100 da Avianca fez um pouso de emergência no fim da tarde de ontem em uma das pistas do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, em Brasília. Os 44 passageiros e cinco tripulantes foram retirados da aeronave sem ferimentos por uma rampa dos bombeiros, acionados pela torre de comando. O Fokker 100 da Avianca teve um problema no trem de pouso dianteiro depois de decolar de Petrolina, em Pernambuco. A aterrissagem para uma escala em Brasília estava prevista para as 17h03, mas houve a necessidade de sobrevoo da capital para gastar combustível e evitar uma explosão na operação do pouso de emergência.

Em conversa com os controladores de voo, o piloto do avião, que conduziu a operação com tranquilidade, disse que tudo indicava problema no trem de pouso e tentaria não “assustar” os passageiros. Dezenas de carros e homens do Corpo de Bombeiros estavam na pista. Logo que o avião aterrissou, os bombeiros jogaram espuma na lataria da aeronave. Apenas o trem de pouso traseiro foi usado na aterrissagem, o que é chamado “pouso de barriga”.

Logo após a retirada dos passageiros, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) enviou técnicos para investigar as causas do problema no avião, segundo a assessoria de imprensa da Inframérica, empresa que administra o aeroporto. Em outra nota, a Avianca se limitou a dizer que o avião pousou de forma “segura” e se deu prioridade ao atendimento aos passageiros. Uma parte deles resolveu seguir em suas conexões. Como o aeroporto de Brasília tem duas pistas aptas para pousos e decolagens, o tráfego de aviões não teria sido prejudicado, ainda segundo a Inframérica. As chegadas e saídas previstas para a pista em que o avião da Avianca aterrissou foram transferidas para outra área.

Horas antes, em Fortaleza, um piloto de um voo também da Avianca solicitou que o aeroporto se preparasse para uma situação de emergência, mas conseguiu pousar normalmente, às 15h46. A informação foi prestada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o terminal. Não havia passageiros nesse voo, apenas a tripulação, que ia para a capital cearense. Ontem, o piloto de avião Eduardo Pfiffer, que trabalhava para a Avianca e que publicou em sua página no Facebook um comentário preconceituoso contra nordestinos porque teria sido mal atendido em um restaurante em João Pessoa (PB), foi demitido. Em nota, a empresa repudia veementemente o comentário atribuído ao seu funcionário

FALHAS EM SÉRIE

Em 1991, um avião modelo Fokker-100 se envolveu num incidente, quando, quando o superaquecimento no sistema de freios provocou pânico entre passageiros de uma aeronave da TAM que saiu do Recife com destino a São Paulo. No mesmo ano, outros aviões do mesmo modelo tiveram problemas, como abertura da porta após a decolagem e com os pneus. Cinco anos depois, em outubro de 1996, uma tragédia envolvendo esse modelo deixou 99 mortos. Um Fokker-100 da TAM caiu a menos de dois quilômetros do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em 1997, mais um desastre: uma explosão a bordo de avião que fazia rota São José dos Campos (SP)-São Paulo provocou rombo na fuselagem e um passageiro foi expelido e sete pessoas ficaram feridas.
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