Haddad enfrenta protestos durante vistoria na zona leste

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postado em 25/03/2014 21:07

Agência Estado

São Paulo, 25 - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), foi alvo de protestos pelos mais diversos motivos na manhã desta terça-feira, 25, durante visita a uma unidade de saúde do Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo. Enquanto vistoriava os espaços da Rede Hora Certa, ambulatório de especialidades inaugurado em dezembro no local, o prefeito foi cobrado em três temas: o fechamento de uma AMA (Assistência Médica Ambulatorial), o atraso na entrega dos uniformes da rede municipal e um projeto de corredor de ônibus criticado por comerciantes e moradores da região.

A primeira queixa veio de uma moradora que questionou Haddad, no meio da entrevista coletiva para a imprensa, sobre os motivos da extinção da AMA que existia no local onde foi implantada a Rede Hora Certa. “Vocês abriram esse Hora Certa e tiraram a AMA, agora como a gente faz se tem uma dor de ouvido, dor de barriga?”, perguntou ela. O prefeito tentou defender a unidade. “Nós transferimos daqui para botar um hospital aqui dentro, senão você ia ficar na fila de cirurgia. O AMA foi transferido para dar lugar às salas cirúrgicas.”

A argumentação não foi suficiente para convencer os moradores descontentes. “Eles acabaram com a AMA e não transferiram para outro endereço. Agora, a gente tem que ir para a AMA Jardim das Oliveiras, que já tem muita gente e está recebendo mais procura agora. Leva o dia inteiro para conseguir atendimento”, reclamou a doméstica Terezinha Nascimento dos Santos, de 51 anos. No mesmo evento, Haddad foi surpreendido por um grupo de 30 pessoas com faixas contra o projeto de um corredor e de um terminal de ônibus na região. “Não somos contra o projeto, mas os locais propostos pela prefeitura para implantar essas duas coisas vão exigir muitas desapropriações”, diz Edson Coqueiro, presidente da associação de empresários do Itaim Paulista.

Ele e outros manifestantes ficaram reunidos por mais de 30 minutos com Haddad em uma sala da unidade. “Eles estão apresentando uma alternativa, mas uma coisa não exclui a outra”, disse o prefeito sobre a proposta de traçado feita pelos manifestantes. Por fim, quando já entrava no carro oficial para deixar o local, Haddad ainda teve que enfrentar a revolta da uma moradora cuja filha ainda não havia recebido o uniforme escolar. “Eu confiei em tu. Votei no PT, confiei no PT. Não voto mais”, disse ela. “Atrasou a licitação. Desculpa”, disse o prefeito, sem graça.

A Secretaria Municipal da Educação disse que metade dos uniformes já foi entregue aos alunos e prometeu iniciar na semana que vem a entrega da outra metade. Sobre a AMA desativada, a Secretaria Municipal da Saúde afirmou que os profissionais foram transferidos para outras unidades de saúde da região e que a medida "melhorou a oferta de atendimento aos munícipes". A pasta disse ainda que a região conta com um pronto-atendimento e um hospital. Sobre o protesto contra o corredor, a SPTrans afirmou que o "projeto que está em licitação é a melhor alternativa", mas "considera estudar as sugestões apresentadas pela comunidade".
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