Escolas bilíngues recebem bebês de 3 meses em SP

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 17/03/2014 09:49

Agência Estado

São Paulo, 17 - Apesar do aumento da procura por escolas bilíngues, diretores de escolas ainda relatam dificuldades para encontrar profissionais habilitados, principalmente para berçários e educação infantil. “É difícil, pois não é qualquer inglês que segura um período inteiro com as crianças”, afirma Teca Antunes, coordenadora pedagógica da Aubrick.

O processo de seleção para o ingresso no time de educadores da escola da zona sul de São Paulo inclui análise de currículo, entrevista em inglês e com uma consultoria externa, provas de inglês e português e ainda três dias de observação. O salário de meio período é de R$ 3 mil. “Muitos são ótimos educadores, mas não falam inglês. E tem também a parcela que fala inglês muito bem, mas não tem jeito com crianças pequenas.”

No berçário Primetime, a diretora Christine Bruder relata a mesma dificuldade. “Tenho dificuldades para encontrar educadoras com um bom nível de inglês e preparo para lidar com crianças de 0 a 3 anos.”

Entre os pré-requisitos exigidos pelas escolas bilíngues estão a formação em Pedagogia, Psicologia ou Letras e a comprovação da proficiência na língua, com exames certificados por instituições internacionais, como o Toefl. “Recebemos muitos currículos, mas pouquíssimos restam na etapa final”, afirma Patrícia Loazno, diretora pedagógica da Up School.

Escolha. Nas escolas de ponta, diretores dão preferência a educadores formados pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Pós-graduação também é desejável.

É o caso de Fabíola Plácido, de 32 anos, formada pela USP e com pós-graduação em Didática para a Educação Bilíngue. “O trabalho do educador da escola bilíngue vai muito além da língua. Não formamos apenas falantes de inglês. Por isso, também é importante a formação em Pedagogia”, diz ela, que aprendeu inglês no CCAA e hoje é professora da Aubrick.

É por essa dificuldade de achar profissionais que Terezinha de Jesus Machado Maher, coordenadora de graduação do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), faz um alerta. “Muitas escolas vendem gato por lebre. Em algumas, os professores sequer têm proficiência em inglês. Quando os pais não sabem a língua, ficam sem condições de avaliar o que o filho está recebendo.” As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo.
Comentários O comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.