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Bento XVI diz que Teologia da Libertação foi 'desafio'

Agência Estado

Publicação: 07/03/2014 21:01 Atualização:

São Paulo, 07 - Em sua primeira entrevista desde a renúncia em 11 de fevereiro de 2013, o papa emérito Bento XVI classificou a Teologia da Libertação como seu primeiro grande "desafio" depois de ter sido nomeado prefeito das Congregação para a Doutrina da Fé em 1981 pelo então papa João Paulo II. Foi o então cardeal Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI, que puniu entre outros o teólogo brasileiro Leonardo Boff um dos formuladores da teoria. A crítica à Teologia da Libertação aparece na entrevista publicada nesta sexta-feira, 7, pelo jornal Corriere della Sera, e faz parte do livro que o vaticanista polonês Wlodzimierz Redzioch prepara sobre o papa João Paulo II - em 27 de abril, papa Wojtyla e o papa João XXIII serão canonizados pelo papa Francisco.

Nascido na argentina, Francisco conviveu com os teólogos da libertação em seu País e incentivou a ação dos padres que viviam em favelas de Buenos Aires. "Tanto na Europa quanto na América do Norte era difundida a opinião de que se tratava de um apoio aos pobres e, portanto de uma causa que sem dúvida se devia aprovar. Mas era um erro. A pobreza e os pobres eram sem dúvida colocados em evidência pela Teologia da Libertação mas, no entanto, em uma perspectiva muito específica. Não era questão de ajuda ou de reforma, mas da grande mudança que devia fazer nascer um mundo novo. A fé cristã era usada como motor por esse movimento revolucionário, transformando-se assim em uma força política. Naturalmente, essas ideias se apresentavam com diversas variantes e nem sempre se mostravam com absoluta clareza, mas, no todo, essa era a direção. A uma símile falsificação da fé cristã era necessário se opor até mesmo por amor aos pobres e em prol do serviço que deve ser feito para eles", disse Ratzinger.

João Paulo II.

O papa emérito afirma que o serviço em sua terra natal, a Polônia, fez João Paulo II decidir-se pelo enfrentamento da Teologia da Libertação. Desde 1945, a Polônia era governada pelos comunistas. Wojtyla, segundo Bento XVI, considerava que a libertação não devia ocorrer por meio da política, mas da fé, despertando os homens de forma autêntica. Ratzinger foi um dos mais estreitos colaboradores de Wojtyla a quem sucedeu no papado. "Que João Paulo II fosse um santo, percebi nos anos de colaboração com ele passo a passo de forma sempre mais clara", disse.

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