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Super-heróis fazem a festa em Olinda

Agência Estado

Publicação: 02/03/2014 20:01 Atualização:

Olinda e Recife, 02 - Olinda foi invadida na manhã de ontem (2) por super-heróis e "luchadores" mexicanos antes que orquestras de frevo, maracatus e caboclinhos tomassem conta das suas ladeiras históricas.

A brincadeira se repete, se renova e atrai cada vez mais foliões a cada domingo de carnaval em torno da concentração do "Enquanto Isso na Sala da Justiça", o bloco dos super-heróis, e do "Mucha Lucha", no Alto da Sé.

Nesta edição, o Homem Aranha, encarnado pelo instrutor de esportes radicais Jal Oliveira, "salvou" a taça Jules Rimet, roubada por um vilão. O resgate ocorreu numa luta em pleno ar quando os dois desceram, de rapel, pelo lado externo, o prédio da Caixa d'Água, de 19 metros de altura. Uma multidão se divertiu e acompanhou a performance com gritos e aplausos em meio a Superhomens, Batmans, HeMans, Hulks, SuperGay e Mulheres Maravilha.

Na mesma área, o "Mucha Lucha" abriu espaço para as "luchadoras", pela primeira vez, desde que surgiu em 2008. "La Rosa" foi a primeira a brigar e vencer uma oponente no ringue móvel armado pelo Mucha Lucha.

"Elas estão fantasiadas, mascaradas, lutando e apanhando muito", provocou "El Luchador" - ou Eduardo Machado - um dos criadores do bloco que nasceu de uma brincadeira de jornalistas para a concentração do "Enquanto Isso".

"Sou a primeira luchadora vitoriosa", comemorou "La Rosa", a advogada Marília Santos, sem se importar com a ironia do "El Luchador". No ringue onde ela derrubou sua rival, "luchadores" fora de forma e mascarados se revezavam na encenação da luta livre que arranca risos e faz a alegria dos foliões no descontraído carnaval olindense. Tartaruga Ninja, El Fuego, Pigmeu Assassino são alguns dos protagonistas do Mucha Lucha que desta vez teve mais de 50 contendores.

Quanta ladeira

Na vizinha Recife, o extenso e intenso leque de opções fez jus ao decantado carnaval multicultural pernambucano. No espaço para ritmos alheios à festa, no polo Mangue, no Cais da Alfândega, dentro do circuito do Bairro do Recife Antigo, o "Quanta Ladeira" fez paródias com letras irreverentes e nem sempre publicáveis, que incluíram a presidente Dilma Rousseff .

Lula Queiroga, Lenine, Silvério Pessoa estão entre os fundadores do bloco, que completou 18 anos. Fafá de Belém, Zeca Baleiro, Maria Gadu foram alguns dos artistas que participaram da "zoação", que teve início no final da tarde. Caetano, Mano Chao, Arnaldo Antunes, Zélia Duncan, já estiveram em edições anteriores. O Quanta Ladeira não desfila na rua. Os músicos fazem o show de paródias em cima do palco.

O samba "É preciso muito amor", de Zeca Pagodinho, se transformou em "Dilma Estoura", abordando a irritabilidade da presidente.

Ao mesmo tempo, em um polo próximo, o músico Antulio Madureira fazia show com a orquestra Perré Bumbá e em outra área do bairro, Terezinha do Acordeon comandava o seu "frevo sanfonado", levando também o forró para a festa.

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