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Rituais no Vale do Amanhecer no DF são cancelados após onda de crimes Violência na região, um dos pontos que atraem mais turistas em Brasília, fizeram com que o dirigente da doutrina cancelasse as cerimônias durante a semana. A nova regra valerá a partir da próxima quarta-feira

Matheus Teixeira

Publicação: 01/03/2014 08:55 Atualização:

Esta é a primeira vez, em mais de 40 anos, que os rituais são suspensos
 (Marcelo Ferreira/CB DA Press)
Esta é a primeira vez, em mais de 40 anos, que os rituais são suspensos
Um dos principais pontos turísticos do Distrito Federal, o Vale do Amanhecer decidiu mudar seu ritual diário por causa da violência que assusta a região. Visitado por mais de 5 mil pessoas somente aos fins de semana, os moradores dizem que os assaltos e furtos em veículos são frequentes e, por isso, a cerimônia espiritual feita diariamente ao ar livre, agora, passará a acontecer somente aos sábados e domingos.

A doutrina religiosa do Vale do Amanhecer surgiu há mais de 40 anos e se espalhou pelo mundo. Hoje, tem mais de 250 mil integrantes no DF e atrai turistas de todos os países. De acordo com Érica Pimentel, secretária executiva e moradora do local, esta é a primeira vez que os rituais serão cancelados. “Em apenas três dias, tivemos 14 ocorrências de assaltos e furtos a veículos. O único posto policial instalado no Vale está fechado e o local é de difícil acesso. Por isso, o dirigente da doutrina decidiu suspender os rituais durante a semana”, ressaltou.

No começo de janeiro, um posto policial instalado em Mestre D’Armas, próximo a 15km do Vale do Amanhecer, foi atacado. Em dezembro do ano passado, um homem foi morto e outro ficou ferido na perna na região. De acordo com informações da Polícia Militar, os dois estavam em um veículo, quando os suspeitos chegaram em outro carro e atiraram.

História

A doutrina surgiu em 1959, com uma comunidade de espiritualistas, no Núcleo Bandeirante, fundada por Neiva Chaves Zelaya, mais conhecida como Tia Neiva. Construído 10 anos depois, sob o Morro da Capelinha, em Planaltina, o templo-mãe, como chamam seus seguidores, logo atraiu milhares de fiéis e curiosos, transformando-se também em ponto turístico. A líder passou a designar seguidores para erguer outros locais de cura espiritual. Construíram o segundo Vale do Amanhecer em Unaí (MG), a 170km de Brasília, e o terceiro, em Alvorada do Norte (GO), a 260km da capital.
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