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PF apura furto de equipamentos na Biblioteca Nacional

Agência Estado

Publicação: 28/02/2014 18:19 Atualização:

Rio, 28 - A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar o furto de um laptop e de um monitor de computador no interior da Biblioteca Nacional, na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. O local já foi periciado. O crime ocorreu na madrugada do último sábado, 22. Servidores da Biblioteca reclamam da vulnerabilidade do sistema de segurança e das más condições físicas do prédio centenário que guarda a maior coleção bibliográfica da América Latina, com cerca de 8,5 milhões de volumes.

De acordo com a certidão de ocorrência 383/2014, à qual o Estado teve acesso, dois CDs com imagens do circuito de segurança interno foram entregues no mesmo dia pela Coordenadoria de Administração da Biblioteca Nacional à PF. As imagens mostram o invasor caminhando por corredores do primeiro e segundo andares do prédio histórico. Os vigias noturnos, de uma empresa terceirizada, não perceberam nada de anormal naquela madrugada.

O ladrão pulou a grade que cerca o jardim localizado na parte traseira do edifício, na esquina da Rua México e da Praça Pedro Lessa, e arrombou a janela do banheiro feminino do 2º andar. Ele andou até o hall principal, e levou o monitor do computador que ficava sobre o balcão de agendamento de visitas guiadas. Em seguida, desceu para o primeiro andar e furtou um laptop, que pertencia a um brigadista. O assaltante deixou o prédio pela mesma janela. O furto foi noticiado na edição de ontem do jornal "O Globo". Funcionários da Biblioteca relatam que a Praça Pedro Lessa, na lateral direita do prédio, virou um ponto de consumo de crack. Eles não descartam que o crime possa ter sido cometido por um dos viciados que vivem no local.

A direção da Biblioteca enviou uma comunicação interna aos servidores sobre o episódio apenas na última quarta-feira, na qual classifica o furto como um infortúnio. "Reforçamos a segurança e dobraremos o efetivo para os dias de carnaval (...) Estamos tomando também ações para que o entorno da Biblioteca Nacional tenha seu policiamento reforçado pelas autoridades competentes, para que tenhamos mais segurança para o nosso prédio, acervo e funcionários", diz o comunicado.

Ninguém da direção e da assessoria de imprensa da instituição foi localizado nesta sexta-feira, 28, pelo Estado. Vice-presidente da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional, Lia Jordão cobrou melhorias na segurança do edifício. "Dessa vez levaram um laptop e um monitor. Da próxima, pode ser um livro ou um documento de valor incalculável", alertou.

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