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Suspeito de empurrar mulher no metrô de SP é preso no Sul de Minas Alessandro Souza Xavier foi pego em um sítio da família em Extrema

Agência Estado

Publicação: 28/02/2014 09:07 Atualização: 28/02/2014 17:04

Foi preso na manhã desta sexta-feira, 28, o suspeito de ter empurrado nos trilhos do Metrô a atendente Maria da Conceição Oliveira, na terça-feira, 25. Alessandro Souza Xavier, de 33 anos, foi pego em um sítio da família em Extrema, no sul de Minas Gerais, e, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, será encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo.

Alessandro foi identificado depois que o irmão e a cunhada procuraram a Polícia Militar, após verem imagens de câmeras do Metrô veiculadas pela imprensa. Eles disseram que o suspeito é esquizofrênico.

Segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, titular da Divisão de Atendimento ao Turista (Deatur), a polícia recebeu a informação de que o rapaz estaria no sítio e encaminhou uma equipe da Delegacia do Metropolitano (Delpom) para o local. O suspeito não resistiu à prisão e também não demonstrou arrependimento, relatou o delegado, que pedirá sua prisão temporária. Ele está sendo trazido de carro para a sede do DHPP, no centro da capital paulista.

O crime

Maria foi empurrada por volta das 7h16 e caiu nos trilhos. Com a queda, teve um braço amputado. Depois de jogá-la nos trilhos, o homem saiu com "um sorriso no rosto". Imagens da câmera de segurança do Metrô mostram o momento em que o rapaz (que estava de camisa branca) empurra a vítima, atravessa a área das catracas e depois foge para a rua.

O namorado de Maria da Conceição Oliveira informou nesta quinta-feira, 27, à polícia que ela quase nunca andava de metrô, mas, como havia perdido o ônibus e era seu aniversário, decidiu optar pelos trilhos. Segundo a Santa Casa, em Santa Cecília, o estado de saúde dela é estável.

Outro caso

A vigilante Nivanilde da Silva Souza, de 38 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira, 28, segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, em Santa Cecília. De acordo o hospital, a família de Nivanilde não autorizou a divulgação da causa da morte que aconteceu por volta das 2h30. Ela estava internada desde a terça-feira, 25, depois de cair na plataforma ao ser abordada por seguranças na Estação Luz da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Na quarta-feira, 26, segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, titular da Deatur (Divisão de Atendimento ao Turista), responsável também pela CPTM, um funcionário de apoio de 17 anos queria impedir a entrada da mulher no vagão especial e o acidente aconteceu quando os seguranças foram retirá-la dali.

De acordo com a polícia, o funcionário alega que a passageira não apresentou documento comprovando que era gestante e, por isso foi, barrada.

Durante a briga Nivanilde teria tropeçado, após uma rasteira do rapaz, mas conseguiu se apoiar na grade. O estagiário nega ter agredido a mulher.

A mulher caiu novamente e bateu a cabeça logo depois da ação dos seguranças. As testemunhas, entretanto, não viram o momento da queda. Nivanilde foi levada para a Santa Casa de Misericórdia em estado grave, onde ainda permanecia internada na manhã desta quarta-feira, 26. Uma das testemunhas também disse que passou pela estação em outros dias e já havia presenciado atitudes grosseiras do estagiário.

O caso foi registrado na Delegacia do Metropolitano (Delpom) como abuso de autoridade e lesão corporal gravíssima. Os seguranças alegam que a mulher caiu em meio a confusão, quando tentava se soltar.
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