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Até 'rolezinho' vira tema de bloco de carnaval em SP

Agência Estado

Publicação: 21/02/2014 10:01 Atualização: 21/02/2014 10:46

O "rolezinho", fenômeno que ganhou força no início deste ano, deixou os shoppings e virou tema de bloco de carnaval. Com saída prevista para domingo, o Rolezinho das Crioulas quer ocupar a Vila Madalena. “Este é um momento oportuno para trazermos questões como o racismo à tona. Queremos ocupar o espaço público e tratar de forma leve e divertida as nossas reivindicações”, diz Adriana Barbosa, de 36 anos, produtora cultural e uma das organizadoras do bloco.

Assim como o Rolezinho das Crioulas, outros 66 blocos vão sair às ruas da cidade neste fim de semana - mais do que o total de inscritos na Prefeitura em todo o carnaval de 2013. Até a Quarta-Feira de Cinzas, no dia 5 de março, mais 52 estão previstos. A facilidade em inscrever os blocos estimulou o surgimento de grupos focados em públicos específicos, além de abrir espaço para foliões de fora do Estado.

Pela primeira vez, sairá o Loucos por Carnaval, organizado pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Adulto II de Cidade Ademar, na zona sul, que oferece assistência a pessoas com transtorno mental. “Com a iniciativa da Prefeitura de credenciamento, vimos a oportunidade de sair com segurança”, diz Carolina Tosetto, gerente do Caps. Os pacientes participam de oficinas de elaboração de adereços para o desfile.

“Uma das nossas funções é trabalhar o estigma da loucura e a capacidade de viver em sociedade. Um trabalho como este traz ganhos aos pacientes. Eles estão empolgadíssimos e muito envolvidos”, diz Carolina. Cerca de 50 pessoas participarão da folia, no dia 28.

De Pernambuco, uma Orquestra de Frevo, um casal de passistas e um boneco gigante de Olinda vêm pela primeira vez ao carnaval paulistano. Eles se apresentarão em um festival promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil na Praça do Patriarca e a orquestra, fundada em 1954, vai percorrer várias ruas da região ao ritmo de frevo, maracatu, pop e rock.

Gerações

O Bloco Bebê, que existe desde o ano passado, é também um grupo de música que toca instrumentos com timbres especialmente escolhidos para os ouvidos das crianças. “É gostoso que as mães saiam de casa e apresentem o mundo aos bebês”, afirma uma das idealizadoras, Tatiana Tardioli. Já o Unidos da Melhor Idade, que existe desde 1994, só tem pessoas acima de 50 anos.

“Acho muito bonito o carnaval de rua. E é saudável, porque não precisa ficar a noite inteira, como nas escolas de samba”, diz a presidente do bloco, Odete Morales, de 72 anos.
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