Dom Orani, arcebispo do Rio, defende manifestações sem violência

A declaração foi dada momentos antes de celebrar a missa de sétimo dia em homenagem ao cinegrafista da Band Santiago Andrade

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postado em 16/02/2014 18:07 / atualizado em 16/02/2014 18:21

Agência Estado

O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, defendeu neste domingo o direito de manifestações dos cidadãos sem violência. "A manifestação faz parte do direito do cidadão... Mas isso não pode levar outra pessoa a ser machucada, morta, por causa das opiniões, nem por questão ideológica, nem partidária".

  A declaração foi dada momentos antes de celebrar a missa de sétimo dia em homenagem ao cinegrafista da Band Santiago Andrade, morto na última segunda-feira, 10, depois de ser atingido por um rojão na cabeça durante manifestação contra o aumento da passagem de ônibus municipais, no centro do Rio.

"Quanto mais as pessoas tiverem a cultura do diálogo, mais gente vai aderir as suas ideias. Quanto mais violência, mais pessoas vão se afastar", afirmou.

Cerca de 50 pessoas participaram da celebração na Catedral do Rio de Janeiro. A homenagem começou às 15 horas e durou cerca de uma hora.

Muito emocionada, a viúva de Santiago, Arlita Andrade, conversou com jornalistas após a missa. "A morte dele não vai ser em vão, espero que mude, que as pessoas tenham muito amor e respeito pelo próximo".

A mãe do cinegrafista, Pastorinha Andrade, também fez declarações após a cerimônia: "Santiago está na luz. Ele é uma luz, é canal da paz, do amor. Ele está nas estrelas com Jesus".

Ela agradeceu a solidariedade e carinho que a família tem recebido. "A saudade e a tristeza são muito grande, mas Jesus está conosco, está nos fortalecendo para que a gente consiga caminhar com o nosso coração sempre cheio de fé e esperança".

A filha de Santiago, Vanessa Andrade, não compareceu à missa. Segundo a família, ela foi ao jogo entre Flamengo e Vasco, no Maracanã, onde o cinegrafista seria homenageado.
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