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Mortandade de peixes se espalha pelo interior de SP

Agência Estado

Publicação: 16/02/2014 16:49 Atualização: 16/02/2014 16:58

Novas mortandades de peixes aconteceram entre a tarde deste sábado, 15, e a manhã deste domingo, 16, em três regiões do interior de São Paulo. Os fenômenos estão relacionados à baixa-vazão dos rios, ao calor excessivo e até à volta das chuvas. No Rio Tietê, em Arealva, região de Bauru, 20 toneladas de tilápias criadas em tanques-rede apareceram mortas no sábado. Uma pá carregadeira da prefeitura foi usada para enterrar os peixes retirados do rio. Os espécimes estavam próximos do período de despesca e criadores estimaram o prejuízo em R$ 50 mil. Foram colhidas amostras para análise que determinarão a causa da mortandade.

No Rio Mojiguaçu, em Porto Ferreira, milhares de peixes boiaram nas proximidades da ponte velha, próximo da sede da Associação dos Canoeiros. Pescadores contaram pelo menos 15 espécies, entre elas mandis, piavas, lambaris e até os resistentes cascudos. Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e do Centro de Pesquisa e Treinamento em Aquicultura do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recurso Naturais Renováveis (Ibama), sediado na cidade, recolheram amostras para análises. Na manhã deste domingo, peixes mortos boiavam no Rio Paranapanema, entre Angatuba e Paranapanema, de acordo com relato de pescadores. Entre os espécimes, haviam tilápias que são criadas em tanques-redes na região.

Durante a semana, aconteceram grande mortalidade de peixes nativos no Rio Piracicaba, em Piracicaba, e de espécies criadas em tanques-rede no Rio Araçuá, em São Manuel. Para técnicos da Cetesb, as mortandades estão relacionadas ao período de estiagem incomum nesta época do ano, quando ocorre a piracema - algumas espécies sobem os rios para desovar próximo das nascentes. O baixo nível dos mananciais, associado ao calor e ao lançamento de esgotos e outros poluentes, reduz o nível de oxigênio diluído na água. Quando cai chuva forte, além de conduzir sujeira e poluentes para o rio, a enxurrada revolve a matéria orgânica depositada no leito, elevando a turbidez da água e reduzindo a oxigenação.
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