Delegado pede prisão preventiva de suspeitos de morte de cinegrafista no Rio

Caio Silva de Souza e Fábio Raposo já estão presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da cidade

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 14/02/2014 13:33 / atualizado em 14/02/2014 16:59

Agência Brasil

O delegado titular da 17ª Delegacia de Polícia, em São Cristóvão, Maurício Luciano, vai pedir nesta sexta-feira (14) a substituição da prisão temporária para preventiva dos dois suspeitos de acender o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade da TV Bandeirantes, durante manifestação no centro do Rio no último dia 6.

A prisão temporária estipula um prazo de 30 dias para soltura do suspeito. Na preventiva, ele pode ficar detido até a data do julgamento.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o delegado vai entregar hoje, às 15h, à 8ª Promotoria de Investigação Penal, do Ministério Público do estado, o inquérito que investiga a morte do cinegrafista. Caio Silva de Souza e Fábio Raposo já estão presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste.

Depoimento

Em depoimento prestado nessa quinta-feira, Souza reiterou as acusações de que partidos e organizações políticas estariam ligadas ao pagamento de pessoas para participarem de manifestações violentas. O jovem Citou nominalmente o PSol e o PSTU como financiadores da prática e disse que é preciso “investigar por dentro”.

Em outro trecho do relato, o auxiliar de serviços gerais mudou a versão que havia dado à imprensa e afirmou não ter acendido o artefato. Quem o teria feito, segundo ele, foi Fábio Raposo, que está preso desde o último domingo por participação no mesmo crime. Caio confessou ter segurado o rojão e o posicionado no chão em direção ao efetivo policial que acompanhava a manifestação, pois era de lá que “vinha a fumaça”.

Pelo que contou ao delegado Maurício Luciano de Almeida, que investiga a morte de Santiago, Caio disse acreditar que “os partidos que levam bandeiras é que são os mesmos que pagam os manifestantes”. O jovem apontou o PSol, o PSTU e ainda o grupo político Frente Independente Popular (FIP) como os financiadores do quebra-quebra em manifestações. Disse ainda ter recebido convites para participar de tumultos durante protestos, que incluiriam verbas para a passagem de ônibus e alimentação.

Com informações de Júlia Chaib, do Correio Braziliense
Tags: