12°/ 20°
Belo Horizonte,
29/JUL/2014
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Manifestantes voltam a protestar nas ruas do Rio

Agência Estado

Publicação: 13/02/2014 21:19 Atualização:

Rio, 13 - Na primeira manifestação promovida no Rio após a identificação do suspeito de lançar o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, cerca de 700 pessoas seguiram nesta quinta-feira, 13, em passeata da Candelária até as imediações da sede administrativa da prefeitura, no centro da capital fluminense.

Ativistas ridicularizaram a denúncia de que quem participa de atos violentos receberia cachê e praticamente ignoraram a morte do cinegrafista. Andrade só foi lembrado quando os manifestantes passavam pela praça onde ele foi atingido. O grupo permaneceu em silêncio durante aproximadamente um minuto e a homenagem foi estendida tanto a ele como às "dezenas de pessoas assassinadas e feridas pela Polícia Militar durante as manifestações".

Durante o restante da caminhada, o grito mais frequente era "Cadê o Amarildo", uma referência ao ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, morto sob tortura por policiais da UPP da Rocinha em julho do ano passado, segundo a Polícia Civil. O único coro que rivalizava com o episódio de Amarildo era "Ê, ê, ê, cadê o meu cachê", menção aos R$ 150 que seriam pagos a manifestantes, segundo depoimento de Caio Silva de Souza, preso anteontem. A mesma pergunta podia ser lida em diversos cartazes exibidos por manifestantes.

Muitos ativistas também transportavam bandeiras de partidos políticos, como o PSTU e o PSOL e PCB, e de movimentos sociais como a Frente Independente Popular (FIP) e a Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist). A grande maioria das bandeiras era do PSTU.

Apesar das constantes provocações de manifestantes aos policiais que acompanhavam a caminhada, não houve nenhum incidente até as 20h45, quando o grupo já estava parado em frente à prefeitura. Os poucos manifestantes que se dispuseram a conversar com a imprensa repetiam que a culpa pela morte do cinegrafista foi da polícia, que teria iniciado o confronto durante o qual o rojão que atingiu Andrade foi disparado. "Se a PM não tivesse partido para cima, aquele rojão não teria sido aceso", disse o ambulante Carlos Alberto Pereira, de 28 anos.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Envie sua história efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.