Manicure é condenada a 32 anos de prisão por matar menino no Rio

De acordo com denúncia do Ministério Público, Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo sequestrou e executou João Felipe Eiras Santana Bichara, de 6, em 2013

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postado em 13/02/2014 09:37 / atualizado em 13/02/2014 10:06

Agência Estado

A Justiça do Rio condenou a 32 anos de prisão, em regime fechado, a manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, de 22 anos, acusada de matar o menino João Felipe Eiras Santana Bichara, de 6, no município de Barra do Piraí, interior fluminense, no ano passado. Ela foi condenada pelos crimes de extorsão mediante sequestro com resultado morte e por ocultação de cadáver.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, em 25 de março de 2013, Suzana sequestrou e matou o menino. O corpo da vítima foi encontrado dentro de uma mala na casa da manicure. O crime chocou a pacata Barra do Piraí, de cerca de 95 mil habitantes.

Suzana era manicure e amiga da mãe de João Felipe, Aline Bichara. No dia do crime, Suzana ligou para a escola onde a criança estudava em Barra do Piraí e, se passando pela mãe do menino, avisou que um desconhecido iria buscá-lo. Passou por lá de táxi, conseguiu retirar o garoto da escola e levá-lo para um hotel no Centro da cidade. Deu a ele medicamentos soníferos com o intuito de fazê-lo dormir e, após, pediu o resgate no valor de R$ 300 mil.

João Felipe, contudo, não ingeriu toda a quantidade de remédios e não adormeceu. O menino, que a conhecia, começou a se exaltar e a questioná-la. Descontrolada, Suzana o matou asfixiado. Em seguida, levou o corpo para casa e guardou em uma mala. Depois de matar João, Suzana foi ao encontro de Aline para oferecer ajuda, fingindo consolá-la pelo sequestro do filho.

O caso foi esclarecido com a ajuda de funcionários do hotel e do taxista que transportou a manicure e a criança. "A extorsão mediante sequestro se trata de crime formal e de natureza permanente, consumando-se no momento em que a vítima é privada de sua liberdade, independente da efetiva exigência de vantagem para o resgate, bastando que a conduta constrangedora do agente tenha sido motivada pela intenção de obter o indevido benefício econômico", destaca a sentença da 1ª Vara de Barra do Piraí.
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