Dilma ordena PF a ajudar na investigação sobre a morte de cinegrafista

Presidente usou o Twitter para lamentar o fato. Já os senadores usaram a bancada para denunciar a violência que se esconde por trás das manifestações

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postado em 10/02/2014 16:31 / atualizado em 10/02/2014 18:19

Estado de Minas

Reprodução/Twitter
A presidente Dilma Roussef se pronunciou sobre a morte de cinegrafista nesta segunda feira 10, por meio da sua conta particular do Twitter. Utilizando-se de várias mensagens, Dilma lamentou a morte do jornalista, criticou as pessoas que desvirtuam protestos democáticos e ordenou a Polícia Federal a ajudar no caso. A presidente tem se mostrado solidária desde o dia que o cinegrafista da TV Bandeirantes se feriu gravemente ao filmar protestos dos Black Bloc no Rio de Janeiro.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou no início da tarde desta segunda-feira a morte cerebral do profissional. Ele foi atingido por um rojão de vara em um protesto no dia 6 de fevereiro e estava internado em estado grave no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro

Confira as declarações da Presidente na íntegra: “A morte cerebral do cinegrafista Santiago Andrade, anunciada hoje, revolta e entristece. Não é admissível que os protestos democráticos sejam desvirtuados por quem não tem respeito por vidas humanas. A liberdade de manifestação é um princípio fundamental da democracia e jamais pode ser usada para matar, ferir, agredir e ameaçar vidas humanas, nem depredar patrimônio público ou privado. Determinei à PF que apoie, no que for necessário, as investigações para a aplicação da punição cabível”.

O vice-presidente Michel Temer também  lamentou na tarde desta segunda-feira, 10, a morte cerebral do cinegrafista Santiago Andrade pela sua conta no microblog Twitter. "Lamento muito o falecimento do cinegrafista Santiago Andrade da TV Band. Que sua família e amigos encontrem conforto neste momento de dor", escreveu Temer.

Assunto tomou a pauta da tarde no Senado

Senadores usaram a tribuna na tarde desta segunda-feira, 10, para cobrar punição dos responsáveis pela morte do jornalista e cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago de Andrade.

"Santiago Andrade, este é o nome da primeira vítima da brutalidade, da violência e da selvageria (...) que nem a sociedade, nem a democracia, que está no nosso país, aceitam, porque a democracia quer o contraditório, até, às vezes, o confronto, mas, nunca, no limite do sangue, nunca no limite da violência contra uma vítima", afirmou a senadora Ana Amélia (PP-RS), que também é jornalista. "Essa vítima não pode ficar impune", destacou.

O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) disse que a "violência desregrada" e a "falta de compostura" estão "contaminando a nossa sociedade". "Queria transferir à família enlutada os nossos sentimentos de pesar e ressaltar a mensagem que a viúva deixou a todos nós brasileiros, que realmente partiram de um momento de dor e de saudade. Que elas sejam registradas nos nossos corações e, sobretudo, na nossa consciência de brasileiros", afirmou o tucano.

O primeiro vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), defendeu uma maneira de se dar um "basta" nesse tipo de situação, com o fortalecimento da liberdade de expressão" de quem quer protestar. Mas observou que é preciso fazer um "duro combate a esses mascarados" que "ameaçam a sociedade". O vice-líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), cobrou "providências drásticas" contra quem participe de manifestações para agredir ou agir com violência. "Foi mais uma vítima, mais uma vítima da violência, mais uma vítima da insanidade, certamente daqueles que tumultuam para evitar que manifestações democráticas e pacíficas possam ter o apoio da sociedade", criticou.

(Com informações de agências)

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