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Médicos cubanos vivem de cesta básica e 'vale-coxinha' Alguns profissionais têm trabalhado sem receber o dinheiro da ajuda de custo prometido pelas prefeituras

Agência Estado

Publicação: 09/02/2014 07:49 Atualização: 09/02/2014 08:34

Cubanos do programa federal Mais Médicos, responsáveis pelo atendimento em unidades básicas de saúde nas periferias de grandes cidades e no interior do país, têm trabalhado sem receber o dinheiro da ajuda de custo prometido pelas prefeituras. Para driblar o atraso, eles improvisam repúblicas, vivem de cestas básicas, recebem "vale-coxinha" e pagam, do próprio bolso, a passagem de ônibus para fazer visitas do Programa Saúde da Família (PSF).

Embora o Ministério da Saúde pague as bolsas, cabe às prefeituras arcar com os custos de moradia, alimentação e transporte. A cláusula é uma exigência do governo federal para a participação no programa. "Em Cuba, disseram que teríamos facilidades que não estamos encontrando aqui. Prometeram, por exemplo, que haveria um carro nas unidades para levar para as visitas domiciliares, mas isso não existe. Temos de pegar ônibus e pagamos a passagem", diz uma médica cubana que atende em uma UBS da capital paulista.

Os médicos têm despesa extra de pelo menos R$ 24 com as tarifas. "Parece pouco, mas faz diferença porque recebemos só US$ 400, e o custo de vida aqui é alto", afirma. A bolsa em torno de R$ 900, ante a de R$ 10 mil paga a profissionais de outras nacionalidades, foi um dos motivos apresentados por Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, para abandonar o programa, no Pará, na semana passada.

Os médicos reclamam também do vale-refeição. "São R$ 180 por mês, dá R$ 8 por dia de trabalho. Onde você almoça em São Paulo com esse dinheiro?", pergunta um médico trazido por meio do convênio entre a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), o governo federal e o governo cubano, que fica com a maior parte da bolsa.

Nenhum cubano ouvido na capital quis ter seu nome divulgado com medo de represálias. Eles receberam um comunicado oficial da Secretaria Municipal da Saúde que os proíbe de conceder entrevista sem autorização.
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Esta matéria tem: (9) comentários

Autor: Denise Pinto
Deste jeito, o melhor é não prosseguir com mais levas de médicos cubanos.Algumas prefeituras não pagam! | Denuncie |

Autor: Maria Eugenia Fonseca
Quanto ao povo cubano, sabemos o que muitos fazem para fugir do pais, arriscam suas vidas atravessando mar aberto. Isto é a prova o que estes médicos sujeitam a estas condições, para fugir do país, trabalho escravo. Este é o país q o PT venera tanto, sendo q os próprios patriotas o renegam. Aí tem.. | Denuncie |

Autor: Maria Eugenia Fonseca
Não falta médicos no Brasil, falta estrutura e muitos não aceitam trabalhar nestas condições,pois sabem q estão lidando com vida humana e q merecem respeito e atendimento digno.Cubanos, estão vindo para fugir de um regime fracassado e dominante, no qual está querendo o PT implantar aqui.Acorda, Bra. | Denuncie |

Autor: Carlos Washington Martins
Nenhum cubano ouvido na capital quis ter seu nome divulgado com medo de represálias. Eles receberam um comunicado oficial da Secretaria Municipal da Saúde que os proíbe de conceder entrevista sem autorização. Estamos ou não vivendo um comunismo? Acorda brasileiro, fora PT | Denuncie |

Autor: Geraldo Pianetti F.
É mais uma vergonha nacional e certamente mais um escandalo de corrupção deste governo inepto e ditatorial. | Denuncie |

Autor: Geraldo De Lima
Não adianta vcs latirem vamos estar no poder pelo menos até 2022 | Denuncie |

Autor: marcos Assunçao
Como nosso governo pode apoiar uma ditadura em Cuba, e aqui fique defendendo direitos humanos ? | Denuncie |

Autor: laiston castro
olha o trabalho escravo ai gente!!!!!!! | Denuncie |

Autor: de Minas Romeiro
Não fiquei nem um pouco com pena !!! Se era ruim para o médico brasileiro, que dirá pra quem é espoliado em 80 % do salário para aprender medicina na população pobre do Brasil | Denuncie |

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