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Autor de ataque a cinegrafista será preso "doa a quem doer", diz Cabral Santiago Idílio Andrade, da TV Bandeirantes, foi ferido nessa quinta-feira, durante um protesto no Centro do Rio de Janeiro

Agência Estado

Publicação: 07/02/2014 13:31 Atualização: 07/02/2014 14:02

Manifestação no Centro do Rio terminou em violência  (AFP Photo/Vanderlei Almeida)
Manifestação no Centro do Rio terminou em violência
O governador Sérgio Cabral (PMDB) considerou "lamentável" o acidente que envolveu o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Idílio Andrade e prometeu a prisão do responsável "doa a quem doer, seja agente do estado ou alguém que estivesse na manifestação".

O governador começou o discurso, durante a inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Mangueirinha, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), a primeira fora da capital, com palavras de solidariedade à família e aos colegas do cinegrafista. Cabral reiterou que a orientação para a Polícia Militar durante protestos é garantir o direito de manifestação, mas reagir nos casos de depredação e ataques ao patrimônio público.


O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que a polícia tinha que reagir porque os manifestantes invadiram a principal estação ferroviária da cidade "no momento em que milhares de pessoas tentavam voltar para casa".

O chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, disse que a polícia espera identificar em breve o tipo de artefato que atingiu o cinegrafista e que peritos já estão analisando as imagens para verificar se havia policiais militares no local na hora do acidente. Segundo Veloso, já estão sendo ouvidas as testemunhas do caso.

Estado grave


Santiago Andrade que foi atingido nesta quinta-feira (6) por explosivo, durante protesto contra o aumento da passagem de ônibus no Centro do Rio de Janeiro. A vítima chegou em coma ao Hospital Municipal Souza Aguiar, passou por uma neurocirurgia nesta madrugada e está no Centro de Terapia Intensiva (CTI).

Revolta

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu nota nessa quinta repudiando o ataque e confirmou que este é o terceiro jornalista ferido em manifestações em 2014. Em São Paulo, o repórter Sebastião Moreira, da Agência EFE, foi agredido por policiais militares e o freelancer Paulo Alexandre sofreu agressões de guardas civis, em janeiro.

Em nota publicada na internet, o Grupo Bandeirantes de Comunicação disse que acompanha a evolução do quadro do jornalista, junto a parentes dele no hospital, e que registrou o caso na 5º Delegacia de Polícia.

Este é o segundo caso de repórter cinematográfico da Band atingido durante conflitos com a polícia no Rio. Em 2011, Gelson Domingos morreu vítima de um tiro de fuzil. À época, o sindicato dos jornalistas responsabilizou à emissora por não fornecer equipamentos de segurança aos seus profissionais.
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Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Afonso reichert
O Cabral está certo. As pessoas abusam, perdem a noção, atacam a polícia, depois reclamam quando ela age. Os responsáveis tem que pagar. | Denuncie |

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