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Em depoimento, filho de Eduardo Coutinho confessa assassinato do pai Daniel Coutinho, de 41 anos, depôs no hospital onde está internado no Rio de Janeiro

Estado de Minas

Publicação: 04/02/2014 13:49 Atualização: 04/02/2014 16:54

Em depoimento à Polícia Civil, o filho do cineasta Eduardo Coutinho, Daniel Coutinho, de 41 anos, confessou que matou o pai e esfaqueou a mãe, Maria das Dores Coutinho, de 62. Ele foi ouvido nessa segunda-feira, ainda no Hospital Miguel Couto, onde está internado e sob custódia da polícia.

O delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios, tomou o depoimento de Daniel nesta terça-feira, 04. Após matar o pai e tentar matar a mãe, ele tentou se suicidar, desferindo facadas em si próprio. No entanto, ele e a mãe sobreviveram. A mãe, Maria das Dores Coutinho, está internada em um hospital particular no Cosme Velho (zona sul).

Segundo o delegado, Daniel assumiu o crime e alegou que pretendia se suicidar, mas não queria deixar os pais "desamparado". "Ele confessou o crime e explicou que tinha medo constante de viver e o objetivo era se suicidar, mas ele disse que não queria deixar os pais desamparados", afirmou o delegado.

Barbosa afirmou que ainda não é possível afirmar se Daniel sofre de esquizofrenia, como foi relatado por amigos da família. "Não tem relação direta entre doença mental e prática de crime. O que importa é que o crime foi esclarecido", afirmou.

Maria das Dores, de 62 anos, e Daniel seguem internados, mas o quadro deles já é estável. A mulher recebeu duas facadas no peito e três na barriga. Daniel desferiu duas facadas na própria barriga e terá observação extra, já que a Justiça do Rio emitiu mandado de prisão para o homem.

Despedida

Considerado o maior documentarista do páis, Eduardo Coutinho foi enterrado às 16h30 desta segunda-feira, no Cemitério São João Batista, na Zona Sul do Rio, sob muitos aplausos de cerca de 300 amigos e admiradores. No momento do enterro, foi puxada a saudação "Companheiro Eduardo Coutinho, presente!'.

A cantora e compositora Adriana Calcanhotto, amiga e admiradora de Coutinho, disse, no velório, que costumava assistir aos filmes dele em sessões fechadas, antes das estreias, e que é fã do modo "de pensar e fazer cinema". "É único e original", afirmou.

Com Agência Estado
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